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Bolsas de estudo têm fraca adesão

Victorino Matias| Dundo

A província da Lunda Norte está a registar uma fraca adesão da comunidade estudantil às bolsas internas e externas disponíveis para a região, lamentou, na cidade do Dundo, o governador Ernesto Muangala.

Governador Ernesto Muangala (ao centro) visitou várias escolas do ensino médio no Dundo para se inteirar sobre as principais dificuldades
Fotografia: Benjamim Cândido| Lunda Norte

Durante uma visita a várias escolas do ensino médio na cidade do Dundo, o governador da Lunda Norte ficou indignado com a falta de ambição dos jovens estudantes, tendo em conta que as vagas para bolsas, disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo, têm sido preenchidas por candidatos de outras províncias.
Ernesto Muangala apontou a falta de documentos pessoais, com destaque para Bilhete de Identidade actualizado, passaporte, situação militar regularizada dos candidatos do sexo masculino, como os principais motivos que impedem os jovens a concorrerem às bolsas.
O governador da Lunda Norte apelou aos professores e gestores escolares para sensibilizarem os estudantes para reunirem os documentos necessários que lhes permitam ocupar as vagas para os diferentes cursos disponíveis. Referiu que os responsáveis escolares devem colaborar com os professores com vista a identificarem os alunos com notas acima dos 14 valores, no sentido de aproveitarem melhor as vagas às bolsas de estudo do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo.
Ernesto Muangala informou que as bolsas de estudo externas, no âmbito da política de formação de quadros do Executivo, são destinadas às áreas de Medicina, Educação, Engenharia Mecânica e de Construção Civil, cursos ministrados em universidades de Cuba, Venezuela, Brasil, Rússia, Portugal, Argélia e Tunísia.
A intenção do Governo da Lunda Norte é elevar o nível de conhecimento científico da juventude e da população em geral: “Isso só se materializa com ambição pessoal dos jovens, que devem aproveitar as oportunidades de formação académica e profissional que lhes são disponibilizadas”.
O governador disse que o país precisa de técnicos superiores, médios e de outros ­níveis com qualificação profissional, para que possam todos ser colocados no mercado de trabalho, tendo em conta que este aspecto “é determinante para o desenvolvimento da Nação e a realização da vida pessoal”.
Ernesto Muangala afirmou ainda que o objectivo do Executivo é reduzir, a médio prazo, a cooperação com técnicos estrangeiros que trabalham actualmente em vários sectores da vida pública do país e da província em particular, através do Plano Nacional de Formação de Quadros.
Referiu que o Plano Nacional de Formação de Quadros visa concretizar a estratégia de formação de técnicos qualificados para os diferentes sectores da vida política, económica e produtiva do país, através de programas de acção que contribuam para a produção de resultados concretos.
O responsável destacou a projecção do Governo de elevar a taxa de qualificação de recursos humanos, entre dirigentes, gestores e técnicos para os diferentes sectores da economia, que satisfaçam as necessidades de desenvolvimento do país, em 33 por cento, até 2020.
Durante o trabalho de campo, que serviu para avaliar o nível de organização estrutural do sector da Educação, Ernesto Muangala foi constatar o funcionamento dos institutos médios Politécnico “28 de Agosto”.

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