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Campanha prevê vacinar milhares de crianças

Elautério Silipuleni | Ondjiva e Armando Sapalo | Lucapa

Mais de 576.962 crianças dos zero aos nove anos de idade da província do Cunene vão ser vacinadas contra a poliomielite e o sarampo, e tomar vitamine A, durante a campanha de vacinação aberta na segunda-feira.

Sarampo continua a ser um problema de saúde pública constituindo uma das principais causas de mortalidade das crianças
Fotografia: Benjamim Cândido | Dundo

O chefe de departamento para a Saúde Pública da Direcção Provincial do Cunene, Belarmino Satyohamba, disse que, do total, 210.420 vão ser vacinadas contra o sarampo, 187.970 contra a poliomielite e a 178.572 vai ser administrada vitamina A.
A campanha vai ser realizada num período de 14 dias e subdividida em três fases, com a primeira a abranger as áreas urbanas, a segunda as zonas rurais, e a última os municípios que tiverem menor cobertura.
Belarmino Satyohamba realçou que o sarampo continua a ser um problema de saúde pública, constituindo uma das principais causas de mortalidade das crianças. Nos últimos três anos o sarampo teve um padrão de transmissão contínua, com surtos epidémicos de diversas magnitudes em todos os municípios do país, com maior evidência na faixa etária entre os seis meses e os dez anos.
A província do Cunene não foge à realidade, com surtos recentes de sarampo a serem registados em cinco municípios, daí que o Ministério da Saúde tenha decidido realizar a campanha nacional contra o sarampo, que inclui a da poliomielite e a vitamina A, para se caminhar no sentido de eliminar o sarampo. O vice-governador para o sector Político e Social, José do Nascimento Veyelenge, disse estarem cridas todas as condições para que dentro do período estabelecido se vacine o maior número de crianças.
Ao destacar os esforços do Executivo e do Governo Provincial no combate às grandes epidemias e na eliminação das doenças que surgem pontualmente, lembrou que o sarampo e a poliomielite são doenças graves, que todos os anos afectam milhares de crianças e que as campanhas pretendem erradicar”.
Para tal, pediu aos pais e encarregados de educação para levarem as crianças aos postos de vacinação, para que todas possam beneficiar da vacina.    
“A mobilização da população deve ser redobrada, por ainda existirem pessoas que teimam em não levar os filhos para serem vacinados, um acto reprovável. Cumprir mais uma jornada de vacinação é pôr em prática os 11 compromissos para com a criança, evitando mortes nestas idades”, disse o vice-governador.
Para esta campanha de vacinação contra o sarampo, poliomielite e administração da vitamina A, foram criados postos fixos em creches, escolas e em todas as unidades sanitárias da província.

Lunda Norte

Na Lunda Norte, as autoridades locais prevêem vacinar mais de 700 mil crianças.   Deste total, 251.836 vão ser vacinadas contra o sarampo, 330.141 contra a poliomielite e a 313.635 vai ser administrada vitamina A. Para o êxito da campanha foram mobilizadas 1.661 profissionais de saúde e voluntários.
O Governador Provincial da Lunda Norte, Ernesto Muangala, alertou, no município do Lucapa, para a necessidade de haver uma conjugação de esforços entre os profissionais de saúde e todas as forças vivas da sociedade, com vista ao êxito da campanha.
Ao falar na abertura da campanha, Ernesto Muangala informou que de Janeiro a Agosto deste ano se registaram vários casos de sarampo, em sete dos nove municípios da província.
O governador, também médico de profissão, considerou importante o reforço das medidas de prevenção da saúde materno-infantil, através da campanha anti-sarampo, promovida pelo Ministério da Saúde em simultâneo com a vacina da pólo, a crianças dos zero aos cinco anos, e a administração de vitamina A.
Em 2013 a província da Lunda Norte enfrentou um surto epidémico de sarampo que afectou boa parte dos municipais e matou 37 crianças.
Ernesto Muangala considerou o sarampo um caso de saúde pública, constituindo umas das causas de morbilidade e mortalidade em crianças menores de cinco anos e chega também a afectar adultos.
A doença é responsável pelo agravamento do mau estado nutricional das crianças, aliado ao surgimento de problemas como a pneumonia e diarreia, que levam frequentemente à morte.

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