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Casos de violência revoltam governante

Victorino Matias | Dundo

A vice-governadora da Lunda-Norte, Deolinda Vilarinho, insurgiu-se na vila do N’zagi, município do Cambulo, contra a violência doméstica que se tem registado diariamente na província.

A vice-governadora da Lunda-Norte, Deolinda Vilarinho, insurgiu-se na vila do N’zagi, município do Cambulo, contra a violência doméstica que se tem registado diariamente na província.
Deolinda Vilarinho, que falava no âmbito das actividades do mês dedicado à mulher, disse que a violência doméstica tem afectado a sociedade, na província da Lunda-Norte, com maior realce nos centros urbanos, onde se registam índices elevados de casos de desemprego e analfabetismo.
Para o combate a esta situação, a vice-governadora defendeu a criação de emprego para os jovens e o apoio ao empreendedorismo. Deolinda Vilarinho apelou às mulheres para aderirem aos programas do Executivo  sobre empreendedorismo e formação técnico-profissional, para assegurar a sua inserção económica.
“A mulher desempenha um papel fundamental no lar e na sociedade, porque nela recai a responsabilidade de garantir a harmonia, a paz, a concórdia e a consolidação do comportamento e atitude digna no seio da família”, referiu a vice-governadora Deolinda Vilarinho.
A directora provincial da Família e Promoção da Mulher, Elisa de Almeida, salientou que os acentuados níveis de pobreza que afectam a maioria das famílias estão na base de várias práticas imorais, como abusos sexuais e gravidezes precoces, que violam os valores éticos, cívicos e morais da sociedade.
A moralização na família é o tema principal das comemorações do mês dedicado à mulher e que tem como objectivo promover a mudança de atitudes e a consciencialização da população.
No quadro das jornadas “Março Mulher” estão a ser realizadas em todos os municípios da província da Lunda-Norte várias actividades   como palestras sobre o combate ao analfabetismo e à pobreza.
Elisa de Almeida considerou ser preciso dar mais atenção ao programa de inserção da mulher rural nas organizações comunitárias, como associações de camponeses, para que possa ter acesso ao micro crédito e a instrumentos de trabalho, para o desenvolvimento da agricultura, no âmbito do programa de combate à pobreza .

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