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Chuvas deixam milhares sem abrigo

Armando Sapalo e Victorino Matias | Dundo

As intensas chuvas acompanhadas de ventos, que se abateram no início do ano sobre a província da Lunda-Norte, destruíram 532 casas, deixando sem abrigo igual número de famílias, informou na terça-feira no Dundo, o porta-voz dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros.

As inundações causadas pelas chuvas resultam das debilidades no saneamento básico
Fotografia: Jornal de Angola

As intensas chuvas acompanhadas de ventos, que se abateram no início do ano sobre a província da Lunda-Norte, destruíram 532 casas, deixando sem abrigo igual número de famílias, informou na terça-feira no Dundo, o porta-voz dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros.
Segundo Francisco André Viana, a área mais afectada foi o município de Caungula, onde no início do mês de Janeiro as intensas chuvas destruíram 463 residências naquela circunscrição municipal, que fica a mais de 800 quilómetros da sede provincial.
Além do Caungula, no município do Chitato 63 famílias ficaram também ao relento em consequência das enxurradas que se abateram nos finais do mês de Janeiro. 
Devido à falta de meios dos Serviços provinciais de Protecção Civil e Bombeiros, o governo provincial, em coordenação com as estruturas centrais, está a empenhar-se no sentido de garantir o apoio necessário às famílias sinistradas, com tendas e bens alimentares.
No entanto, até Julho, são admitidos, na Lunda-Norte,  759 professores, revelou, na segunda-feira, no Dundo, o director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia.
Grande parte destes professores, disse Luís Kitamba, vão leccionar nos municípios e comunas do interior da província, onde a falta de docentes é mais notória.
A admissão destes professores, afirmou, permite maior cobertura das actividades educativas, tendo em conta o aumento de número de salas nas várias localidades, fruto do investimento do governo provincial, que tem como objectivo reduzir o número de crianças fora do sistema de ensino.
Luís Kitamba referiu que vai ser dada prioridade aos jovens recém formados nos institutos médios de formação de professores dos municípios Chitato, Cambulo, Lucapa e Cuango. 
“Alguns têm o sector da educação como segundo emprego e não queremos que isso aconteça”, afirmou, frisando que há necessidade dos candidatos se assumirem como profissionais dispostos a transmitir melhor os conhecimentos e a contribuírem para o desenvolvimento do sistema de ensino na região. 
A Lunda-Sul tem 3.160 professores, 209 escolas nos três subsistemas de ensino geral e 178. 229 alunos.

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