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Chuvas deixam muitas famílias sem casa

Isidoro Samutula| Dundo

As chuvas, acompanhadas de ventos fortes, que caem diariamente na comuna do Camaxilo, município de Caungula, na Lunda Norte, deixaram ao relento 185 famílias, na sequência da destruição das suas residências.

Além da destruição de casas e de infra-estruturas sociais as fortes chuvas deixaram intransitáveis as vias de acesso à comuna
Fotografia: JA

O administrador municipal de Caungula, Katoco Sozinho, disse ontem, ao Jornal de Angola, que as enxurradas destruíram igualmente várias infra-estruturas administrativas e sociais, com destaque para a casa do administrador comunal de Camaxilo, uma escola, centro comunal de saúde e 22 postes de energia. As chuvas deixaram ainda intransitável a Estrada Nacional 225, que está em obras de reabilitação.
Katoco Sozinho assegurou que as famílias sinistradas estão alojadas em escolas e outras em casa de familiares, onde aguardam o apoio das autoridades da província, e lamentou as péssimas condições em que estão a viver neste momento, mas garantiu que a Administração Municipal não tem capacidade de assistência, tendo em conta o elevado número das pessoas afectadas.
“Mobilizámos algumas escolas para que essas famílias possam ser albergadas, até que sejam criadas as condições efectivas para a sua acomodação”, salientou, assegurando que a Administração Municipal está a fazer tudo para garantir as condições mínimas de sobrevivência a estas famílias.
Os apoios imediatos passam pela aquisição de chapas de zinco, para permitir que possam construir novas residências, cobertores, panelas, vestuário e alimentação.
Katoco Sozinho referiu que a Administração Municipal comunicou, em tempo oportuno, às instituições competentes, como é o caso da Protecção Civil e Bombeiros e a direcção provincial da Assistência e Reinserção Social, e recebeu garantias de que, nos próximos dias, vão chegar os apoios necessários.
“É uma situação muito preocupante e esperamos que a resposta das autoridades competentes seja breve, porque as famílias sinistradas não podem ficar muito tempo nestas condições”, realçou. As construções desordenadas contribuem, em grande medida, para a destruição de residências sempre que chove, porque as águas das chuvas não encontram caminho por onde passar. Para acautelar esta situação, o administrador apresentou como solução a urbanização de todos os bairros, principalmente aqueles que vão surgindo na periferia da sede municipal, para que a população possa viver num meio social com dignidade e fazer face às quedas pluviométricas. Outro passo que está a ser dado pela administração municipal é a aquisição de pára-raios, de modo a prevenir as descargas eléctricas. “É um desafio que temos, porque no ano passado registámos sete óbitos por descarga eléctrica. Como estamos numa zona que chove muito, é nossa obrigação prevenir esta situação, para proteger a população das calamidades naturais”, afirmou o administrador municipal de Caungula.

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