Províncias

Chuvas destroem casas e empreendimentos sociais

Armando Sapalo e Isidoro Samutula | Dundo

As intensas chuvas, acompanhadas de ventos fortes, que se abateram, no início do corrente mês, sobre a província da Lunda-Norte, destruíram 76 casas, deixando ao relento igual número de famílias, segundo o comandante provincial da Protecção Civil e Bombeiros.

As chuvas que se abateram sobre a província da Lunda-Norte fizeram com que muitas famílias ficassem ao relento
Fotografia: Jornal de Angola

As intensas chuvas, acompanhadas de ventos fortes, que se abateram, no início do corrente mês, sobre a província da Lunda-Norte, destruíram 76 casas, deixando ao relento igual número de famílias, segundo o comandante provincial da Protecção Civil e Bombeiros.
Venâncio Sozinho Catotho disse, quinta-feira, que na primeira quinzena de Outubro, na sede da administração municipal do Cuilo, as fortes chuvas provocaram o desalojamento de 37 famílias, tendo igualmente destruído três residências protocolares, uma igreja e uma escola do primeiro ciclo.
O comandante provincial da Protecção Civil e Bombeiros disse que a comuna do Xinge, no município de Capenda-Camulemba, e o município do Caungula, foram as áreas mais afectadas.
Venâncio Sozinho Cathotho disse ao Jornal de Angola que, devido a insuficiência de meios por parte dos serviços locais de Protecção Civil, as autoridades da província e as estruturas centrais estão a trabalhar no sentido de garantir o apoio necessário às populações sinistradas, que precisam, fundamentalmente, de comida e de material de construção.
“Já enviamos a mensagem às estruturas centrais, para que, em conjunto com o governo provincial, se encontre uma solução imediata para resolver o problema da população desabrigada, com a distribuição, numa primeira fase, de chapas de zinco”, assegurou.
O responsável adiantou que os serviços provinciais de Protecção Civil estão a envidar esforços para se tomar providências que façam com que a chuva deixe de causar desastres.Venâncio Sozinho Cathotho defendeu a necessidade de se “apetrechar a logística local, com a aquisição de meios, como chapas de zinco, cobertores e produtos alimentares, para assistir as pessoas afectadas pelas fortes chuvas que se abatem sobre a região”
.As enxurradas registadas no passado mês de Agosto, recordou, provocaram a destruição parcial de 452 casas nos municípios do Caungula e Capenda-Camulemba, onde a Comissão Provincial de Protecção Civil distribuiu chapas de zinco, cobertores e bens alimentares.

Obras no Cuango

O governo da Lunda-Norte quer ver resolvido o problema de abastecimento irregular de água potável e energia eléctrica às populações da localidade de Cafunfo, município do Cuango, no quadro do programa do Executivo que visa melhorar as condições sociais básicas das populações, segundo o governador Ernesto Muangala.
Em visita de campo ao município do Cuango, o governador da Lunda-Sul disse, quarta-feira, que recebeu garantias dos empreiteiros sobre a conclusão, até 11 de Novembro próximo, dos projectos sociais financiados no âmbito do programa de intervenção municipal.
O engenheiro José Augusto, da empresa ECOINTER, responsável pela construção do sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável na localidade de Cafunfo, assegurou que os trabalhos estão na fase final, com a instalação da torre destinada a armazenar a água a ser distribuída por meio de gravidade, para 15 chafarizes construídos na periferia dacidade.
O sistema, explicou, vai beneficiar mais de 35 mil pessoas.De acordo com José Augusto, o investimento está orçado em um milhão e duzentos mil dólares.
As obras começaram em 2007 e estiveram paralisadas durante um ano, para permitir que a administração municipal desalojasse as populações nas áreas por onde passa a rede de distribuição de água.
Durante a fase de execução do projecto, mais de 100 jovens adquiriram conhecimentos profissionais, que vai lhes permitir emergir no mercado do emprego.A população da localidade de Cafunfo vai ganhar ainda, em Novembro, um grupo de geradores que vai garantir a iluminação pública e domiciliária.
Na primeira fase, estão montadas três cabines de distribuição domiciliária de energia eléctrica para 50 casas.O administrador municipal do Cuango, Domingos Mufungueno, garantiu que vão continuar os trabalhos para a melhoria da rede de distribuição domiciliária.

Tempo

Multimédia