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Cidade reforça luta contra focos de lixo

Victorino Matias | Dundo

O governador da Lunda Norte, Ernesto Muangala, deu instruções ao novo administrador da cidade do Dundo para promover acções concretas de combate aos focos de lixo nas principais ruas da capital da província.

Novas estratégias de recolha de lixo ajudam a manter as ruas do Dundo mais limpas
Fotografia: Edições Novembro

Ernesto Muangala deu orientação durante a cerimónia de posse do administrador do Dundo e do pessoal do seu gabinete. “Não queremos ver uma cidade com focos de lixo, que contribuam para o incremento dos problemas de saúde, mas que garanta o bem-estar das crianças e, de uma forma geral, da população do Dundo”, sublinhou o governador.
Ernesto Muangala explicou que a Lunda Norte era a única província que não tinha uma cidade, desde a divisão administrativa de 1978. A cidade capital que devia ser construída no município do Lucapa não saiu do projecto, devido à guerra que assolou o país por mais de três décadas.
O governante disse que nos dias de hoje, com a construção da centralidade do Mussungue, o Dundo tornou-se a maior cidade da região Leste do país. “Devemos trabalhar mais para que seja a maior cidade do país”, enfatizou.
Ernesto Muangala considerou que o Dundo é uma cidade em franco crescimento, que conheceu a conclusão da primeira fase da centralidade há dois anos e aguarda, quando houver condições financeiras, o início da segunda fase.
Segundo o governador, a evolução reflecte-se no facto de existirem, no mesmo espaço territorial, duas unidades orçamentais no Chitato e Dundo, que desenvolvem programas municipais integrados de combate à pobreza, distribuição de água, saúde e educação.
Ernesto Muangala quer uma administração ágil e eficiente, que se imponha como autoridade do Estado. “Penso que há muitas coisas que estão bem, mas que deverão ser melhoradas. Falo das ruas asfaltadas e da sinalização horizontal e vertical”, exemplificou.
O governador orientou o administrador do Dundo a identificar, no seu diagnóstico, o que está mal, de forma a ser corrigido, começando pela corrupção nos serviços da Administração Pública.
Depois de trinta dias, data estabelecida pelo Ministério da Administração do Território para a aprovação do estatuto orgânico da cidade, no que toca ao quadro do pessoal, o administrador deve apresentar a equipa e os seus colaboradores, que o vão ajudar na resolução dos problemas que a cidade enfrenta, contando com os apoios dos administradores dos distritos urbanos do Mussungue e Chitato.
“Quero dirigir uma palavra de agradecimento a todos por terem aceite o convite para integrarem a equipa governativa no mandato 2017/2022 e felicitá-los pela confiança que mereceram da nossa parte. O nosso povo aguarda com expectativa a materialização de tudo o que prometemos durante a campanha eleitoral: melhorar o que está bem e corrigir o que está mal. Devemos arregaçar as mangas e trabalhar com afinco”, exortou.  
Por seu turno, o administrador do Dundo, Leão Chimin, disse que está consciente das dificuldades que a cidade enfrenta, sobretudo no saneamento básico, construções anárquicas e venda em locais impróprios.
O administrador garantiu que, para mudar a situação, vai contar com o apoio das autoridades tradicionais e com a compreensão dos habitantes.
“Vamos contratar empresas que vão dar o devido tratamento aos resíduos sólidos espalhados pelas principais artérias da cidade do Dundo, assim como promover palestras de sensibilização para que as vendedoras ocupem espaços de venda nos mercados que o Governo construiu”, anunciou.
Sobre as construções anárquicas, o administrador da cidade do Dundo apontou a contínua distribuição de terrenos loteados como a solução do problema, sobretudo para os habitantes das zonas de risco.

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