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Clínicas móveis em zonas rurais

Victorino Matias| Dundo

O governo provincial da Lunda-Norte vai adquirir, em Março, nove clínicas móveis para garantir a assistência médica e medicamentosa às populações dos bairros e aldeias distantes das unidades sanitárias, anunciou, no fim-de-semana, no Dundo, o director provincial da saúde.

Clínicas móveis vão garantir assistência médica às populações rurais na Lunda-Norte
Fotografia: Victorino Matias

O governo provincial da Lunda-Norte vai adquirir, em Março, nove clínicas móveis para garantir a assistência médica e medicamentosa às populações dos bairros e aldeias distantes das unidades sanitárias, anunciou, no fim-de-semana, no Dundo, o director provincial da saúde.
Pedro António, que prestou a informação num encontro sobre programas municipais integrados de desenvolvimento rural e combate à pobreza, disse que as clínicas móveis vão levar os serviços primários de saúde às zonas rurais, com diagnósticos de rotina feitos por especialistas de saúde, que também asseguram trabalhos de sensibilização da população sobre as melhores formas de evitar o contágio de doenças.
As clínicas móveis, afirmou, vão desenvolver, igualmente, trabalhos integrados, como o combate à malária, testes do VIH-SIDA, desparasitação, consultas pré natais e reforçar o programa alargado de vacinação.
Neste momento, disse, estão a ser preparados médicos, enfermeiros e administrativos, que vão usar os meios que o governo provincial vai colocar ao serviço do programa de expansão e melhoramento da rede de assistência sanitária.
“Não teremos grandes constrangimentos porque o pessoal seleccionado já tem feito praticamente esse trabalho de rotina”, garantiu, declarando:“Assim que os meios chegarem, é só iniciar o programa”.
As clínicas móveis, constituídas por camiões com plataformas, com consultório, laboratório, sistema interno de ar condicionado e um mini gerador, dispõem, cada uma delas, de três enfermeiros, um médico, um técnico de laboratório e um motorista.
O director provincial da Saúde disse que é prioridade do seu sector reduzir, até 2012, a mortalidade materno-infantil em 50 por cento e baixar a taxa de prevalência das doenças transmissíveis e não transmissíveis, principalmente a malária, a tuberculose, VIH/SIDA, cólera, sarampo, raiva e a poliomielite.
Pedro António avisou que o quadro actual de prevalência de várias patologias é assustador e referiu a necessidade de haver uma diminuição, até 2012, na tendência crescente do VIH/SIDA dos actuais 4,2 para de 3 por cento e de reduzir os casos de tuberculose para níveis não superiores a 80 por cem mil habitantes e os da malária para, no máximo, sete em cada cem mil habitantes.
Outra prioridade do sector, disse, consiste em ter três médicos para cada cem mil habitantes, tendo em conta que a Lunda-Norte tem quase um milhão de pessoas. Neste momento, a província dispõe apenas dez médicos, frisou, considerando o número insuficiente para dar cobertura aos programas de assistência médico-sanitária na região.
Pedro António realçou a necessidade de se conjugarem esforços para se inverter a situação com a formação de novos quadros no sector da Saúde.
O director provincial da Saúde, que dissertava sobre “a expansão da rede sanitária e o seu impacto na melhoria da qualidade de vida das populações, no âmbito dos programas municipais integrados de desenvolvimento rural e de combate à pobreza”, declarou que para alcançar esse desiderato é necessário dotar as unidades sanitárias dos municípios e comunas com água, energia, equipamentos de enfermagem, formação dos agentes e técnicos de saúde e constituírem-se comités de auditorias de mortes materno-infantis e pré-natais.

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