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Controlada peste de pequenos ruminantes

Armando Sapalo | Dundo

O Instituto dos Serviços Veterinários da Lunda-Norte garante que a província está livre da peste de pequenos ruminantes que, desde Maio de 2011, assola os cabritos e ovelhas da República Democrática do Congo.

O Instituto dos Serviços Veterinários da Lunda-Norte garante que a província está livre da peste de pequenos ruminantes que, desde Maio de 2011, assola os cabritos e ovelhas da República Democrática do Congo. A garantia foi dada ontem pela médica veterinária Elisabeth Zembela, que defendeu o reforço das medidas destinadas a impedir a entrada, no circuito comercial da Lunda-Norte, de gado caprino proveniente do Congo Democrático.
A doença foi descoberta no ano passado quando especialistas das estruturas centrais do Instituto dos Serviços Veterinários procederam à recolha de amostras em cabritos e ovelhas, tendo os exames de laboratório confirmado a inexistência da peste de pequenos ruminantes na região.
Depois de várias acções, no sentido de travar a expansão da doença a nível da província, as autoridades sanitárias voltaram a fazer novos exames laboratoriais que garantem que os cabritos e ovelhas da Lunda-Norte estão livres da referida peste.
Há um ano, as autoridades locais procederam ao abate de 18 cabeças de gado caprino, provenientes do Congo Democrático. Os animais tinham entrado no território nacional, através do posto fronteiriço Furu-3.
Estas medidas de segurança constam do despacho nº 135, de 6 de Maio de 2011, do gabinete do ministro da Agricultura, que proíbe a entrada no país de animais vivos e material genético vindo da República Democrática do Congo.
Apesar destas medidas, a médica veterinária admite que vai ser difícil o controlo rigoroso da importação dos animais oriundos da RDC, devido à extensa fronteira entre a província da Lunda-Norte e aquele país, num total de 770 quilómetros, e da insuficiência de quadros. Elisabeth Zembela referiu que esta luta precisa dos esforços conjugados entre as autoridades competentes e a população, principalmente na denúncia de transgressores das medidas.
A epidemia provoca consequências nefastas à pecuária e incalculáveis prejuízos económicos às províncias fronteiriças com o Congo Democrático.

Principais sintomas

O corrimento de muco nasal e as dificuldades respiratórias são os principais sintomas da doença nos animais infectados.
A peste, explicou a especialista, afecta apenas os rebanhos, sendo que o seu contágio resulta da inalação das fezes e urina dos animais infectados, sem quaisquer danos para a saúde pública humana, através do consumo da carne.
A taxa de mortalidade provocada pela doença ronda os 90 por cento. Só na região do Kwili, na RDC, a peste de pequenos ruminantes já matou mais dez mil caprinos.

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