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Defendido apoio aos camponeses para o aumento da produção

Armando Sapalo|Dundo

As autoridades da Lunda-Norte defenderam na quarta-feira, no Dundo, durante o encerramento do seminário sobre combate à pobreza, a necessidade de ser dado mais apoio aos camponeses locais, para o aumento dos níveis de produção.

Os participantes consideram que entre as formas de melhorar os níveis de produção se destaca a obtenção de crédito agrícola
Fotografia: Bejamim Cândido|Dundo

As autoridades da Lunda-Norte defenderam na quarta-feira, no Dundo, durante o encerramento do seminário sobre combate à pobreza, a necessidade de ser dado mais apoio aos camponeses locais, para o aumento dos níveis de produção.
Segundo o comunicado final, apresentado pelo porta-voz do evento, António Mussumari, os participantes no evento recomendaram que as autoridades da província imprimam maior dinamismo ao apoio às cooperativas e associações camponesas, com sementes, fertilizantes, charruas e tractores, com vista a incentivar e elevar os níveis de produção local.
Os participantes consideram ainda que entre as formas de melhorar os níveis de produção local se destaca a obtenção de crédito agrícola e a reabilitação das vias de comunicação que ligam o meio rural aos centros, para facilitar os mecanismos de escoamento de produtos e trocas comerciais, com vista à implementação do programa do comércio rural.
Segundo o porta-voz, os participantes ao seminário mostraram-se preocupados pelo facto da Lunda-Norte não fazer parte das regiões seleccionadas na primeira fase da implementação do comércio rural para combate à fome, pelo que     recomendaram a adopção de medidas adequadas para que na segunda etapa do projecto a província seja inserida.
Defenderam igualmente a criação de mecanismos práticos e eficazes, com vista ao financiamento de operadores privados e empresas agrícolas familiares, para permitir o incremento da produção local e a construção de infra-estruturas económicas, casas, escolas, postos de saúde e centros sociais.
 A necessidade urgente de fortalecer o sistema sanitário nos municípios para o atendimento condigno às populações foi também uma das recomendações finais do encontro, que considerou o método de saúde municipal como estrutura básica de prestação de cuidados primários de saúde, oferecidos de uma forma integrada em unidades sanitárias.
A construção de centros de saúde nas sedes municipais e comunais, de acordo com os participantes, deve ser acompanhada com residências para os técnicos, com vista a assegurar o seu funcionamento. 
Quanto ao abastecimento de água, os participantes afirmaram que na Lunda-Norte o programa ainda não atingiu os níveis satisfatórios e alertaram para a necessidade da reabilitação e ampliação dos sistemas de captação, tratamento e distribuição de água, com a finalidade de alcançar uma taxa de cobertura satisfatória.
 
Apelo aos administradores
 
O secretario de Estado das Águas, Luís Filipe da Silva, na qualidade de membro acompanhante para a implementação dos programas municipais integrados de desenvolvimento rural e combate à pobreza, reconheceu a dimensão e complexidade do projecto, considerando que agora, mais do nunca, os administradores municipais podem encontrar soluções para os problemas das populações.
Luís Filipe da Silva admitiu existirem grandes assimetrias entre a população urbana e rural, o que constitui uma preocupação do Executivo, pedindo aos gestores municipais maior transparência e responsabilidade na implementação “deste importante programa, cujos recursos estão já mobilizados para a sua disponibilização”. O discurso de encerramento foi proferido pelo governador provincial em exercício, Moisés Chingongo, que considerou o projecto como sendo o ponto de partida para a melhoria das condições de vida das populações.

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