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Educação quer mais mulheres nas aulas

Isidoro Samutula| Dundo

Os parceiros sociais do sector da Educação na Lunda-Norte foram instados no sábado, no Dundo, a redobrarem a sensibilização e mobilização das mulheres jovens para a educação sistematizada, sobretudo nas zonas rurais, onde há altos níveis de analfabetismo.

Governo Provincial vai incluir no seu programa de acção a construção de novas infra-estruturas escolares e campos multiusos
Fotografia: Isidoro Samutula | Dundo

O apelo foi feito por participantes no primeiro fórum sobre educação na Lunda-Norte, que reconheceram haver fragilidades no funcionamento do ensino especial na província e defenderam a necessidade de criar condições infra-estruturais que permitam maior inserção de crianças com essas necessidades.
Alertaram, ainda, para a necessidade de se instalar o sistema de ensino especial em todos os municípios e programar estratégias para formar professores nesta área do ensino.
A fiscalização do programa de distribuição da merenda escolar deve ser reforçada, no sentido do processo ser abrangente a todas as escolas do ensino primário, com maior realce para as zonas rurais.
Foi igualmente pedido que, doravante, o Governo Provincial dê prioridade, no seu programa, à construção de novas infra-estruturas escolares e campos multiusos para proporcionar a prática de aulas de educação física.
O director provincial da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Paulo Alexandre Pequenino, destacou os esforços do Governo Provincial na construção, reabilitação e ampliação de mais salas de aulas, para reduzir os índices de crianças e jovens fora do sistema de ensino.O processo de educação e ensino, de acordo com o responsável, é uma tarefa séria para alcançar grandes resultados, que se consubstanciam na melhoria da qualidade técnica e científica dos alunos, nos vários níveis de ensino, e elevar o seu desempenho, para que possam contribuir para o desenvolvimento socioeconómica da província.

Mais oportunidades de ensino

Os membros do Governo, administradores, entidades tradicionais e eclesiásticas, directores municipais da Educação, gestores escolares e funcionários da direcção provincial apelaram ao reforço do processo de mobilização dos diferentes intervenientes e parceiros sociais públicos e privados, com vista a proporcionar oportunidades de ensino e aprendizagem às camadas mais vulneráveis da província.
No fórum, que decorreu sob o lema “Pela Educação Para Todos, Reforcemos a Mobilização na Lunda-Norte”, foi defendida a necessidade de se desenvolverem trocas de ideias e convergência de esforços e pensamentos sobre a educação para todos, e promover conhecimentos, competências e qualificação.Foi igualmente defendida a responsabilização de pais e encarregados de educação no a­companhamento dos filhos durante o processo de ensino e a­prendizagem, assim como promover uma investigação sistemática junto das administrações municipais sobre as razões da redução do índice de alunos que frequentam o ensino primário.
Os participantes apresentaram sugestões e contribuições sobre as questões ligadas à primeira infância, ao ensino primário, equidade de género, habilidade e preparação para a vida activa, a qualidade de educação e os perfis do programa “Educação para Todos”.

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