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Empresas diamantíferas desenvolvem acções sociais

Isidoro Samutula | Lucapa

A Empresa Nacional de Diamantes de Angola e a De Beers estão a promover, na localidade do Mulepi, município do Lucapa, acções de educação, saúde e formação profissional dos jovens, com vista a melhorar a qualidade de vida das populações das áreas de exploração mineira.

Ao lado das minas de diamantes estão a ser implementados projectos agrícolas no âmbito do programa de combate à fome e à pobreza
Fotografia: Benjamim Cândido|LUCAPA

A Empresa Nacional de Diamantes de Angola e a De Beers estão a promover, na localidade do Mulepi, município do Lucapa, acções de educação, saúde e formação profissional dos jovens, com vista a melhorar a qualidade de vida das populações das áreas de exploração mineira.
Luís Figueiredo Muabongue, director da empresa ENDEB, Associação em Participação entre a ENDIAMA e a De Beers, disse na semana finda, ao Jornal de Angola, que estão igualmente em desenvolvimento acções de monitorização de pequenos projectos agrícolas, promoção do desporto e cultura a nível das comunidades do Mulepi. 
Luís Figueiredo disse que a execução dos projectos sociais no município é um factor determinante para que as populações sintam os efeitos positivos da presença da empresa na região e contribui para o desenvolvimento sustentável das capacidades humanas e promoção das actividades económicas e comerciais de pequena escala.
O responsável realçou que no sector da educação a ENDEB está a executar o projecto de alfabetização, que funciona no centro comunitário da empresa, beneficiando cerca de 380 pessoas, da 1ª à 4ª classe, entre jovens e adultos, que se encontravam fora do sistema normal de ensino. O centro conta com cinco alfabetizadores e igual número de salas. Luís Figueiredo frisou que a adesão da população às aulas de alfabetização é o resultado do trabalho de mobilização e consciencialização das comunidades para a necessidade da sua reinserção na actividade socialmente útil.
A ENDEB disponibiliza para o centro o material didáctico a todos os alunos e garante o fornecimento de equipamentos necessários para a prática desportiva e actividades culturais, acrescentou, notando que os alfabetizadores beneficiam de cursos de superação, promovidos pela direcção provincial da Educação.
A empresa criou, igualmente, um centro de informática no município do Lucapa, que proporciona o primeiro contacto dos jovens, estudantes e trabalhadores com as novas tecnologias. “É uma formação profissional que actualmente constitui um dos requisitos para o emprego, por isso estamos a formar os jovens nesta importante área”, sublinhou Luís Figueiredo.
O centro de informática é dirigido pela assistente social da empresa, possui oito computadores e é frequentado trimestralmente por 120 alunos, sendo Luís Figueiredo.

Redução da mortalidade

Na área da saúde comunitária, a ENDEB está a desenvolver o projecto “Kuliva”, que é a maior iniciativa social criada pela empresa no município do Lucapa, desde 2007.
O projecto foi desenvolvido em parceria com a Consaúde, empresa de direito angolano especializada em saúde comunitária, baseada na organização de base comunitária, com vista à redução da mortalidade materno-infantil e incidência da malária, VIH/SIDA, diarreia e tuberculose nas comunidades.
Luís Figueiredo realçou que estão a ser desenvolvidas várias actividades para garantir a saúde comunitária, com destaque para a distribuição de material informativo e educativo sobre a malária e VIH/SIDA, preservativos, mosquiteiros e construção de latrinas.
“A ENDEB está, igualmente, muito activa no apoio logístico às campanhas de vacinação e visitas domiciliárias, para aconselhamento”, acrescentou  Luís Figueiredo.

Combate à pobreza

O apoio às associações de camponeses no município de Lucapa constitui também uma das tarefas sociais da ENDEB, no quadro do programa do Executivo de combate à fome e pobreza.
Luís Figueiredo referiu que a sua empresa apoia as associações de camponeses do Luachimo e Queledende, com a doação de sementes, instrumentos agrícolas e assistência técnica, o que permitiu uma colheita significativa em quatro hectares. “O apoio às associações de camponeses tem um efeito catalisador e incentiva a prática da agricultura, numa região que é tradicionalmente diamantífera”, concluiu.

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