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Ensino especial tem nova escola

João Silva | Dundo

Alunos com necessidades especiais, que terminarem o primeiro ciclo do ensino primário, vão poder dar continuidade aos estudos em instituições deste subsistema, com a entrada em funcionamento, nos próximos tempos, de uma escola especial, no bairro Camatundo, na cidade do Dundo.

Alunos especiais que terminarem o primeiro ciclo do ensino primário vão poder dar continuidade aos estudos em instituições destes subsistema
Fotografia: João Silva | Dundo-Edições Novembro

O director da actual escola do ensino especial, António Caimbo, salienta que a entrada em funcionamento da nova instituição vai permitir que os alunos, que terminem a 6ª classe, possam continuar a aprimorar as técnicas do ensino especial. No ano lectivo 2016, um total de 16 alunos finalizou com êxito a 6ª classe e foi encaminhado para as escolas do ensino normal, onde vão estudar a 7ª classe.
António Caimbo sublinhou a existência de limitação da capacidade da escola do ensino especial em incluir outros níveis de ensino, por estar a funcionar actualmente em três salas anexas à Faculdade de Economia e contar com um reduzido número de professores.
Actualmente, um total de 360 alunos portadores de deficiência estão matriculados, na Escola do Ensino Especial do Dundo, sendo 150 do sexo feminino. Os estudantes são portadores de deficiências visuais, auditivas e motoras, com idades que rondam entre os cinco a 14 anos. O director da instituição salientou que 210 alunos se inscreveram pela primeira vez. A escola funciona desde 1988 e lecciona disciplinas de língua portuguesa, história, matemática, geografia, educação musical, educação física, educação manual e plástica, estudo do meio e ciências da natureza, da iniciação à sexta classe. Para assegurar o processo de ensino e aprendizagem, António Caimbo disse que a instituição conta, no presente ano lectivo, com um total de dez professores, dos quais seis formados em ensino especial. O número de docentes, segundo o responsável, é ainda insuficiente, quer para gerir os dois turnos, matinal e vespertino, quer para cobrir o universo das disciplinas curriculares, principalmente a disciplina relacionada com as máquinas braille.
Mesmo com a insuficiência de professores, o responsável da escola especial manifestou a vontade e a disponibilidade da equipa de trabalho em desenvolver um ensino de qualidade e ajudar as crianças com deficiências a serem inseridas na vida socialmente útil nas suas comunidades. Mostrou-se esperançoso com a colocação de novos agentes no sector da Educação, a decorrer este ano, o que vai minimizar a carência de professores naquela instituição de ensino especial.
A anteceder o arranque do ano lectivo 2017, a Direcção Municipal da Educação do Chitato promoveu, nas duas últimas semanas, um seminário de capacitação e de refrescamento dos professores do ensino geral. O evento, segundo António Caimbo, foi muito proveitoso, por permitir aumentar a capacidade dos professores do ensino especial, com novas ferramentas de gestão da actividade pedagógica e, principalmente, das técnicas mais avançadas do ensino para crianças portadoras de deficiências.
A Escola de Ensino Especial da Lunda Norte tem oito máquinas braille em funcionamento para os alunos com deficiências visuais e com necessidades auditivas. As aulas são ministradas na linguagem gestual angolana e do dilema local.
Em 2016, a escola contou com 202 alunos matriculados, dos quais 141 portadores de deficiências físicas e psicomotoras e os restantes em condições normais. “A ideia é que a escola atenda também alunos sem deficiências, como forma de inclusão e de convivência social”, rematou.

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