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Escola Pedagógica forma novos quadros

André Brandão e Nilo Mateus | Ndalatando

A Escola Superior Pedagógica do Kwanza-Norte formou 1.492 licenciados e bacharéis em diversas especialidades das Ciências da Educação, com destaque para a Matemática e Física.

Vista parcial da capital da província do Kwanza-Norte onde o número de quadros de nível superior aumenta em cada ano que passa
Fotografia: Jornal de Angola |

O director-geral da instituição, António Santana, que revelou o facto na cidade de Ndalatando, a­crescentou que foram também formados especialistas em Biologia, Português, Inglês, Francês e Educação de Infância.
António Santana revelou que 390 estudantes finalistas aguardam a defesa da tese de licenciatura.
Em relação às dificuldades da escola, António Santana apontou que as mesmas se prendem com a escassez de professores, uma vez que a maioria é licenciada e com pouca experiência para orientar trabalhos de fim de curso.
“Neste momento, temos apenas 22 docentes com o grau de mestrado e três doutores”, disse o académico.
A Escola Superior Pedagógica do Kwanza-Norte tem 73 docentes, sendo 51 angolanos, dos quais apenas 33 efectivos. Os outros 22 são de nacionalidade cubana.
O director disse que o nível de desenvolvimento do ensino superior na província está no bom caminho, fruto do cumprimento rigoroso dos programas do Executivo, que passam pela construção de infra-estruturas. A Escola Superior Pedagógica do Kwanza-Norte, com 23 salas de aulas e um anfiteatro, matriculou, no presente ano lectivo, 4.335 estudantes. Até ao próximo ano, a instituição vai contar com mais duas salas e três laboratórios, para Química, Física e Biologia.
 A funcionar desde 2007, a escola vai contar também com uma nova biblioteca e sala totalmente equipada para docentes.
Por outro lado, a exploração do trabalho infantil a que estão sujeitas muitas crianças, no município de Ambaca, Kwanza-Norte, está a preocupar as autoridades administrativas locais, temendo que isto venha a diminuir a frequência das aulas e potenciar o atraso escolar.
Em declarações ontem, à Angop, o responsável municipal da Organização do Pioneiro Angolano (OPA), Rafael Mateus António Kaba, disse estar a ocorrer, com preocupação, o crescimento desta realidade no seio de muitas famílias no município de Ambaca.
“Estamos preocupados com o crescimento deste fenómeno, pois é quase verificável em todas famílias do município”, disse Rafael Mateus António Kaba, acrescentando que crianças menores de 13 anos são utilizadas para “zungar” (praticar o comércio ambulante), transportar cargas e até são aproveitadas para guarnecer empresas de construção civil, perdendo noites e colocando a vida em risco.

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