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Estudantes de Direito visitam reclusos

Victorino Matias | Dundo

Estudantes da Faculdade de Direito na Lunda Norte doaram aos reclusos da Unidade Penitenciária do Cacanda, no Dundo, bens alimentares e higiénicos.

Gesto consiste em dar resposta às necessidades básicas das pessoas privadas de liberdade
Fotografia: Victorino Matias

O presidente da Associação dos Estudantes da Faculdade de Direito, Dionísio André Caumba, considerou insuficiente a oferta, mas disse ter concretizado um dos objectivos, que é o de suprir algumas necessidades básicas das pessoas privadas de liberdade naquela unidade prisional.
Dionísio Caumba apelou à solidariedade das pessoas singulares e colectivas no sentido de prestarem maior atenção aos reclusos e darem apoio material e moral, por constituírem uma franja da sociedade que carece de ajuda.
“O facto de estarem privados de liberdade não significa que sejam inúteis na sociedade, pelo contrário. Muitos deles, assim que cumprirem a pena, vão ser reintegrados”, salientou.
O responsável do estabelecimento prisional, Hélder António, agradeceu o gesto dos estudantes da Faculdade de Direito pelo apoio material e moral aos reclusos. A atitude demonstrada pelos estudantes, referiu, mostra que ainda existe um grande sentimento de solidariedade e de perdão no seio da sociedade civil e de amor ao próximo.
Hélder António aproveitou a ocasião para apelar às diferentes organizações da sociedade civil a seguirem o exemplo dos estudantes da Faculdade de Direito. Esta acção ajuda ao processo reeducativo dos reclusos, porque têm a consciência de que podem contar com o apoio da sociedade, referiu.    
O vice-decano da Faculdade de Direito, José Mateus Francisco, considerou fundamental a promoção de ciclos de palestras ligadas ao direito e dever do cidadão, como forma de dotar a sociedade de conhecimentos essenciais sobre esta matéria e fazer com que haja uma redução substancial de crimes. A realização desta actividade permitiu mostrar aos reclusos alguns actos lícitos ou ilícitos que cometeram enquanto estiveram em liberdade, de forma a contribuir para o processo de ressocialização.
"É importante que existam nos estabelecimentos prisionais oficinas para cursos técnicos e profissionais para os reclusos. A formação profissional tem sido elemento principal no reenquadramento do indivíduo, numa determinada sociedade, depois de ser posto em liberdade", notou.
José Mateus Francisco defendeu a existência de um convénio entre as escolas de formação e a direcção da Unidade Penitenciária, no sentido de se promover vários cursos.

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