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Expansão da rede sanitária recebe avaliação positiva

Armando Sapalo | Dundo

Os programas estruturantes que visam a expansão e a ampliação da rede sanitária na Lunda Norte estão a ser devidamente implementados por via da construção de infra-estruturas, como hospitais, centros de saúde de referência e postos médicos a nível dos principais aglomerados populacionais da região, afirmou ontem, no Dundo, o técnico do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do Ministério de tutela.

Expansão dos serviços da Saúde e admissão de quadros estão a permitir baixar os índices de mortalidade nas comunidades
Fotografia: José Soares

Domingos Gaspar, que chefia uma delegação do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do Ministério da Saúde, que trabalha na Lunda Norte, com o objectivo de fazer a actualização do mapa sanitário da província, reconheceu que, desde 2010, o sector registou um alargamento significativo, em termos de surgimento de novas infra-estruturas.
O responsável referiu que de cinco em cinco anos o Ministério da Saúde faz a actualização do mapa sanitário de cada uma das 18 províncias que compõem o país, com a finalidade de avaliar os progressos assinalados nas acções ligadas à expansão da rede de infra-estruturas, com vista à aproximação dos seus serviços à população.
Nesse contexto, declarou Domingos Gaspar, passados cinco anos desde que foi realizada a última actualização do mapa sanitário e a consequente apresentação dos resultados, as autoridades da Lunda Norte desenvolveram um trabalho significativo e digno de uma avaliação positiva.
De 2010 a 2016, a rede de infra-estruturas sanitárias da província subiu de 82 para 112 unidades, ­disse Domingos Gaspar, tendo acrescentado que as acções desenvolvidas reflectem o cumprimento dos programas estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
“De 2010, altura em que fizemos a última actualização do mapa sanitário local, a Lunda Norte registou progressos significativos, uma vez que subiu de 82 para 112 unidades, entre hospitais, centros e postos de saúde de referência”, reconheceu.
Além de um hospital geral, com 92 camas, construído no Dundo, concretamente na Centralidade do Mussungue, e de quatro novos hospitais municipais, concebidos para internar 45 pacientes cada, nas circunscrições do Lucapa, Cuango, Cuílo e Capenda Camulemba, surgiram também centros e postos de saúde de referência, nas comunas e zonas de grande densidade populacional, destacou Domingos Gaspar.
Com excepção dos quatro novos hospitais municipais, construídos no âmbito da “Linha de Crédito da China”, cujas obras devem estar concluídas este ano, o Hospital Geral da Centralidade do Dundo, baptizado com o nome de “David Bernardino Camanga”, bem como os centros e postos de saúde já prestam assistência à população, declarou.
O técnico do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do Ministério da Saúde considerou ser de extrema importância o surgimento de novos estabelecimentos sanitários, tendo em conta o número de camas e a diversidade de serviços que os mesmos podem proporcionar à população.

Mapa sanitário

Domingos Gaspar explicou que a delegação do Ministério da Saúde vai trabalhar na Lunda Norte durante quinze dias, para a actualização do mapa sanitário da província.
O objectivo fundamental, reiterou, é ter uma noção da realidade do sector e abrir pontes para a sua revitalização e promoção da capacidade de resposta. 
A intenção, destacou, não se confina apenas no surgimento de novas infra-estruturas, mas também na necessidade de dotar-se a província de serviços de saúde que reduzam a elevada dependência e a procura de serviços hospitalares em outras regiões, particularmente em Luanda.
O Executivo, disse Domingos Gaspar, estabelece como desafios a modernização dos serviços de saúde, humanização e qualidade da assistência médica e medicamentosa prestada aos pacientes, sobretudo às populações das zonas afastadas das sedes municipais e comunais.
“A actualização destina-se à busca de informações sobre o número de unidades sanitárias que a província possui, sua localização, estado de funcionamento, recursos humanos e equipamentos que são utilizados, pois o Executivo estabeleceu como desafios do sector a modernização, humanização e qualidade dos serviços prestados aos pacientes, principalmente àqueles que vivem em zonas distantes das sedes municipais e comunais”, disse.
Sublinhou que o trabalho vai ser efectuado em todos os municípios que compõem a província. A contratação e a formação permanente de técnicos para o sector da Saúde, aliada à necessidade de aquisição de meios modernos de diagnóstico são, entre outras, as apostas do Governo.
Domingos Gaspar garantiu que todas as insuficiências que as unidades sanitárias enfrentam vão ser devidamente identificadas, com o objectivo de se encontrar as soluções que se impõem.

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