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Falta de técnicos condiciona atendimento

Isidoro Samutula | Dundo

A existência de poucos profissionais no Hospital Central do Dundo, na Lunda Norte, está a condicionar o bom atendimento ao público e a colocar em risco a qualidade da assistência médica e medicamentosa à população, considerou quinta-feira o director da unidade clínica.

O número reduzido de profissionais especilizados reflecte de forma negativa na qualidade da assistência prestada à população
Fotografia: Benjamim Cândido | Dundo

José Gimi Nhunga disse que o hospital está a funcionar apenas com 118 enfermeiros, número incapaz de fazer face à capacidade actual do hospital, de 84 camas, situação que obriga a um redobrar de esforços, para garantir o normal funcionamento da instituição.
Em breve, um grupo de 40 técnicos, que frequentam faculdades de Medicina no país e no exterior, vão reforçar o sector.
Enfermarias existem que trabalham apenas com um ou dois técnicos por turno para um universo de dez a 20 pacientes, o que é extremamente complicado na hora da medicação.
A instituição conta com 24 médicos, oito angolanos e 16 da Rússia, Coreia e Vietname, que atendem nas especialidades de obstetrícia, cirurgia, ortopedia, ginecologia, clínica geral e cardiologia.
A unidade hospitalar dispõe de médicos para preencher os serviços de oftalmologia e estomatologia.O hospital atende por dia 154 pessoas e regista uma média de dez internamentos, com a malária, doenças respiratórias e diarreicas agudas em maior número.
Os acidentes de viação também são frequentes, principalmente com as motos táxis, causando vários óbitos.
O Hospital Central do Dundo presta serviços de cirurgia, ortopedia, urgência, hemoterapia, laboratório, cuidados intensivos, medicina, raio-X e bloco operatórioOs serviços de maternidade e pediatria foram transferidos para o Hospital Municipal do Chitato, por estarem a decorrer obras de reabilitação no edifício.
Gimi Nhunga  garantiu o aumento de mais serviços ainda este ano, com a conclusão das obras de reabilitação, cuja primeira fase termina no mês de Agosto.
 "Vamos ter os serviços de ultra-som, obstetrícia geral e abdominal, morgue, estomatologia e um bloco operatório na maternidade. “Os habitantes da cidade do Dundo estão insatisfeitos com os serviços prestados no único hospital de referência na província, dada a morosidade no atendimento.
Em função disso, muitos pacientes são obrigados a procurar serviços de saúde privados, como é o caso de Alberto Manuel.
O munícipe refere que o atendimento é muito demorado, até no banco de urgência, uma situação que é provocada pela insuficiência de técnicos.A falta de uma sala de triagem é outra preocupação dos pacientes que, em muitos casos, acabam por ser todos atendidos no banco de urgência, incluindo os das consultas normais.
“Sabemos que este banco é para os casos urgentes, mas vemos que pessoas que pretendem uma consulta normal também são atendidas aqui, fazendo com que os doentes graves fiquem muito tempo à espera para serem socorridos”, lamenta Maria Isabel.

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