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Faltam médicos no hospital municipal do Chitato

João Silva | Dundo

A directora do hospital do Chitato, Zuraida Margareth Palanca, disse ontem que a instituição necessita de mais médicos e técnicos especializados, para melhorar a assistência à população.

Autoridades locais apostam na melhoria dos serviços de saúde para baixar a mortalidade
Fotografia: Jornal de Angola

A directora do hospital do Chitato, Zuraida Margareth Palanca, disse ontem que a instituição necessita de mais médicos e técnicos especializados, para melhorar a assistência à população.
Neste momento, a assistência médica é garantida por nove médicos, dos quais dois angolanos, três técnicos de enfermagem, todos de nacionalidade cubana, e 81 enfermeiros angolanos. A unidade sanitária tem capacidade para internar 100 doentes.
Segundo a directora do hospital do Chitato, o número de médicos e técnicos especializados é insuficiente para atender os 140 mil habitantes do município, que acorrem aos serviços hospitalares locais, em média de 200 doentes por dia.
Para melhorar a prestação dos serviços, a direcção do hospital necessita de mais 13 médicos, para as especialidades de cirurgia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia, e 50 enfermeiros.
 Zuraida Palanca revelou ao Jornal de Angola que o hospital enfrenta dificuldades, como a falta de bloco operatório e de material gastável. “Diante desses e outros constrangimentos, a nossa porta de saída tem sido o hospital do Dundo, que dispõe de um bloco operatório e os respectivos especialistas, para atender os casos que o hospital do Chitato não consegue”, disse Zuraida Palanca. O sarampo, malária, doenças respiratórias agudas, anemia, malnutrição, HIV-SIDA, febre tifóide e doenças de transmissão sexual são as patologias mais frequentes na região.  Zuraida Palanca sublinhou que a pediatria tem apenas 23 camas, insuficientes para atender todas as necessidades.
“As vezes buscamos alternativas utilizando as enfermarias de medicina e de maternidade, para isolar as crianças com sarampo, para que não contaminem outras”, referiu a médica  Zuraida Palanca.  Os serviços de maternidade do hospital do Chitato, com capacidade para internar 11 doentes, atenderam mais de 1.400 mulheres gestantes, assistiram 267 partos, dos quais 262 nados-vivos, cinco nados-mortos e um caso de HIV-SIDA.  A directora do hospital do Chitato adiantou que estiveram na base das mortes as doenças venéreas, apresentadas pelas gestantes, malária e infecções urinárias, malnutrição e incumprimento de consultas pré-natais e de calendário de vacinas.

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