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Famílias ameaçadas por ravinas transferidas para zonas seguras

Armando Sapalo | Dundo

Um total de 75 famílias dos bairros Aeroporto e Camanquenzo, no distrito urbano do Dundo, cujas casas correm o risco de ser destruídas pelas ravinas, está a ser transferido para zonas seguras, garantiu ontem a administradora municipal-adjunta do Chitato.

Famílias da região são aconselhadas a evitar construir em áreas de risco e recebem apoio da administração em material de construção
Fotografia: Armando Sapalo

Helena Sapalo disse que o processo de registo dos referidos habitantes, a nível daquela parcela do município do Chitato, iniciou no mês de Fevereiro deste ano, beneficiando, numa primeira fase, 45 famílias do bairro Aeroporto.
A administradora municipal-adjunta avançou que estas famílias estão a beneficiar de lotes de terreno, na reserva fundiária do Chitato 2, localizada no distrito urbano do Mussungue.
Acrescentou que cada família recebeu das autoridades do município do Chitato, em coordenação com as direcções provinciais da Assistência e Reinserção Social e da Protecção Civil, material de construção como chapas de zinco e cimento.
Helena Sapalo explicou ainda que, no bairro Camanquenzo, as autoridades contabilizaram 30 habitações precárias, construídas em locais de risco. Neste momento, estão a ser criadas as condições para a mudança definitiva dos habitantes para uma das reservas fundiárias do Chitato.
A administradora-adjunta disse que a prioridade é a transferência dos habitantes que se encontram mais expostos ao perigo para as reversas fundiárias, onde as casas vão ser erguidas através da autoconstrução dirigida.
A Administração Municipal de Chitato, garantiu Helena Sapalo, vai prestar apoio técnico à construção de novas habitações, com vista a serem salvaguardadas as normas de ordenamento e urbanização das novas unidades habitacionais.
“Estamos diante de um problema social provocado pela erosão dos solos, muitas vezes, resultante do comportamento das próprias pessoas. Mas, asseguramos que os técnicos da área de fiscalização vão prestar o apoio técnico na construção das casas”, sublinhou.
Helena Sapalo considera que só com medidas de fiscalização rigorosas, por parte dos agentes das autoridades municipal e policial, se pode evitar a construção anárquica de casas em terrenos próximos das ravinas.
Realçou que, para as acções de sensibilização, a Administração Municipal do Chitato conta com os agentes de desenvolvimento comunitário, que vão realizar campanhas junto da população sobre os riscos de construção nas proximidades das ravinas.
Enquanto isso, trabalhadores afectos à Administração Municipal do Chitato tomam medidas paliativas para travar o avanço das ravinas, que ameaçam destruir várias casas. Para o efeito, a administração vai mandar construir valas de drenagem, de acordo com a disponibilidade financeira. Outra solução tem a ver com a necessidade de as autoridades reforçarem acções que visam interditar a construção de casas precárias nas proximidades das ravinas da periferia e plantar árvores nesses locais, para consolidar os solos.
A responsável do município de Chitato salientou que esta acção visa reduzir os riscos que as ravinas representam para várias infra-estruturas, residências e para a segurança das famílias.

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