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Famílias do Mulepe mudam de zona

Isidoro Samutula | Lucapa

Famílias do bairro Mulepe, num total de 16, foram reassentadas segunda-feira numa outra localidade, denominada Bairro Novo do Mulepe, a 15 quilómetros da vila de Lucapa.

Os beneficiários destas casas habitavam numa áreas onde a empresa De Beers trabalha na prospecção de diamantes
Fotografia: Isidoro Samutula|Lucapa

Famílias do bairro Mulepe, num total de 16, foram reassentadas segunda-feira numa outra localidade, denominada Bairro Novo do Mulepe, a 15 quilómetros da vila de Lucapa.
As famílias habitavam na área operada pela empresa “De Beers” na prospecção de diamantes.
Luís Figueiredo, director-geral da ENDEB, uma sociedade entre a Endiama e a De Beers, disse que o reassentamento foi necessário para permitir que a empresa continue o trabalho na localidade.
Luís Figueiredo acrescentou que o processo foi conseguido através de negociações com os membros da comunidade e a intervenção da administração municipal. Cada uma das 16 famílias beneficiou de uma casa de tipo T2, com dois quartos, uma sala comum, uma cozinha e casa de banho, incluindo uma área de serviços.
As casas foram construídas num lote de terreno de cerca de 85 metros cúbicos e orçaram em cerca de 500 mil dólares.
Luís Figueiredo afirmou que o abastecimento de água potável e o fornecimento de energia eléctrica também foram salvaguardados, com a abertura de um poço de água e a instalação de painéis solares.
Cada família recebeu, para além das casas, compensação financeira pela perda das lavras e pelo inconveniente de terem deixado o local de origem, segundo a fonte. Disponibilizou-se ainda 16 hectares para o fomento da agricultura.
Luís Figueiredo garantiu que a empresa vai continuar a fiscalizar o reassentamento da comunidade, assegurando a formação em questões de saúde, segurança e aspectos financeiros.
O soba da comunidade, Rodrigues Lino, afirmou que as famílias estão contentes com a iniciativa da empresa, porque vai facilitar o acesso aos serviços sociais básicos. “Agora estamos próximo do mercado, hospital, escolas, temos água potável e energia eléctrica e facilidade de se deslocar à vila”, disse o soba Rodrigues Lino.

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