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Garantidas três refeições aos doentes internados

Armando Sapalo | Dundo

O problema da falta de alimentação que os pacientes internados no Hospital Provincial Sanatório de Sacavula enfrentavam, há mais de quinze dias, já está ultrapassados, garantiu o governador da Lunda-Norte, Ernesto Muangala.

Governador e membros do seu gabinete visitaram o sanatório para se inteirar das dificuldades
Fotografia: Benjamim Cândido | Dundo

No final da visita efectuada à unidade sanitária, especializada no tratamento da tuberculose e outras doenças infecto-contagiosas, o governador assegurou que estão removidos os constrangimentos que inviabilizavam a atribuição das refeições aos pacientes.
Segundo Ernesto Muangala, além das dificuldades financeiras, os doentes internados no sanatório de Sacavula ficaram privados de refeições pelo facto de as instâncias superiores do governo da Lunda-Norte, como o governador e o gabinete provincial da Saúde, não terem sido informadas pela direcção do hospital sobre a referida situação, que considerou de extremamente preocupante.
“Nós entendemos a difícil situação financeira que o país está a enfrentar, mas a direcção do hospital deve comunicar todas as dificuldades ao gabinete provincial da Saúde. Tão logo me apercebi, orientei o director do gabinete provincial da Saúde a interagir com a empresa que já prestava serviço ao hospital no sentido de retomar, com a garantia de o governo honrar os compromissos contratuais”, disse.
 O governador explicou que numa primeira fase estão asseguradas três refeições. Reconheceu que “o recomendável para os doentes que padecem de tuberculose são cinco refeições, nomeadamente o pequeno almoço, o almoço, lanche, jantar e a ceia”, tendo  em conta que  a alimentação é um factor determinante para a recuperação do paciente.
Por causa das limitações impostas pela escassez de dinheiro, acrescentou, não é possível garantir uma dieta alimentar com cinco refeições diárias para os doentes.
Nesse momento, conforme adiantou o governador, está assegurado junto da empresa contratada a atribuição de refeições num período de três meses, com a cláusula de renovação, para prosseguir com a prestação de serviço.
A situação da falta de alimentação no Hospital Sanatorio de Sacavula não é um problema isolado na Lunda-Norte, pois, conforme explicou, muitas unidades sanitárias de referência no país atravessam as mesmas adversidades.
A título de exemplo, o governador revelou que “as  Ordens de Saque”,  enviadas ao Ministério das Finanças em Junho, do exercício económico do ano passado, com vista a disponibilização de dinheiro para os governos provinciais, ainda não foram homologadas.
A não homologação das Ordens de Saque pelo Ministério das Finanças está a provocar inúmeros constrangimentos no funcionamento e prestação de vários serviços públicos.

Medicamentos
Um outro problema muito propalado pela imprensa, segundo Ernesto Muangala, tem a ver com a suposta ruptura de stock de medicamentos para as diferentes fases de tratamento de tuberculose, o que não acontece actualmente no Hospital Sanatório da Lunda-Norte.
O director-geral do sanatório , Wilson Palanca, disse que nesse momento estão controlados 99 doentes, 38 dos quais internados. Referiu que o hospital tem 120 camas e deve ser ampliado para 160, contando com 42 enfermeiros e quatro médicos.
O director-geral do sanatório disse que são necessários mais dois médicos especialistas em tratamento de doenças pulmonares.

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