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Garantido o apoio técnico aos camponeses

Victorino Matias | Dundo

A fazenda agro-pecuária do Cacanda vai prestar, a partir do próximo ano, apoio técnico aos camponeses da província da Lunda Norte, no quadro da estratégia que visa exercer o controlo das terras cultivadas, aumentar a produtividade e a qualidade dos produtos agrícolas, disse no município do Capenda Camulemba, o responsável do projecto.

A agricultura na província tem mostrado nos últimos tempos um sinal de desenvolvimento impulsionada sobretudo pelas cooperativas
Fotografia: Benjamim Cândido

Falando na cerimónia que marcou o início da campanha agrícola, Adevir Geraldo informou que a  ajuda consiste em apoio técnico e material e na recuperação das vias de acesso, de forma a facilitar o escoamento de produtos do campo para a cidade e a compra de 80 por cento da produção das cooperativas.
A produção de milho e de hortícolas que a cooperativa Ucuasso pretende desenvolver, numa área 150 hectares, vai facilitar o fabrico de rações para a criação animal e redistribuir para os mercados das grandes cidades da região, como Dundo, Saurimo e Malanje.
“A nossa intenção é desenvolver a agricultura em grande escala, de modo a reduzir os custos de alimentos e a erradicação da pobreza no seio da população”, disse Advir Geraldo, que sugere a construção de grande armazéns na região sul da província da Lunda Norte para proteger a produção de agricultores organizados em associações e cooperativas. Disse ainda que a intenção é evitar o desperdício de produtos agrícolas mantendo-os num local arejado, limpo, com condições mínimas de segurança. A agricultura na província da Lunda Norte tem mostrado, nos últimos quatro anos, um sinal de desenvolvimento, impulsionada sobretudo pelas cooperativas e associações que beneficiaram de crédito agrícola.
A exemplo da cooperativa U­cuasso que perspectiva colher, até do próximo ano, 550 toneladas de milho, cultivado numa área de 110 hectares. A produção, de acordo com o responsável da cooperativa, Manuel Uassamba Tchitaca, vai ser vendida à fazenda do Cacanda. Para a­lém do milho, a cooperativa preparou também 20 hectares para a agricultura de subsistência familiar, principalmente mulheres camponesas e outros 20 destinados ao cultivo de hortofrutícolas. 
“A fazenda tem mil hectares e por dificuldades financeiras não conseguimos desmatar nem cultivar metade da superfície total que temos”, afirmou Manuel Tchitaca, que destacou a falta de  umsistema de irrigação, a exemplo do projecto a­gro-pecuário do Cacanda.
O director provincial da agricultura, José Mendes, enalteceu a iniciativa da fazenda agro-pecuária do Cacanda e realçou que a iniciativa permite aumentar os níveis de produtividade, garantias de escoamento dos produtos do campo para as zonas urbanas e facilidades de rentabilização das associações e cooperativas agrícolas.
Na presente campanha a­grícola, vão ser criadas as condições o Programa de Extensão e Desenvolvimento Rural (PE­DR), que tem como objectivo prestar assistência técnica aos camponeses, através de tecnologias inovadoras de forma a permitir o aumento da produção.  
José Mendes apelou à participação activa das mulheres do meio rural em actividades agrícolas, visto que “são elas o sustento da família e contribuem para o fortalecimento da economia e na erradicação da fome e da pobreza”.

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