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Garantido total apoio aos bolseiros da província

Isidoro Samutula| Dundo

Os problemas ligados ao pagamento de propinas, hospedagem, alimentação e outras necessidades básicas dos bolseiros do sector de Saúde da Lunda Norte, que se encontram a frequentar o ensino superior nas diversas universidades públicas e privadas do país e no estrangeiro, vão ser definitivamente resolvidos, garantiu o governador da província.

Governador da Lunda Norte considerou imprescindível a formação de técnicos qualificados nas diferentes especilaidades
Fotografia: Isidoro Samutula | Dundo

Ernesto Muangala, que esteve em Luanda para contactar a realidade dos bolseiros da província  nas diversas universidades, onde ouviu várias reclamações, manifestou total disponibilidade para melhorar as condições dos estudantes, tendo em conta a premente carência de quadros qualificados para prestar melhores serviços à várias áreas do sector da Saúde.
O governador da Lunda-Norte informou aos estudantes sobre o crescimento da rede sanitária da província, tendo realçado a construção do hospital materno infantil, do laboratório, que constitui o primeiro centro provincial de diagnóstico, além do apetrechamento do hospital da nova centralidade do Dundo e a construção da escola de formação de técnicos de saúde.
Ernesto Muangala disse que, em função dos investimentos que o governo está a desenvolver no sector da Saúde, é imprescindível a formação de técnicos qualificados nas diferentes especialidades, de modo a prestarem, no futuro, um serviço mais personalizado e humanizado.
“O governo conta com todos os estudantes que estão a frequentar as universidades na área de saúde e de outros sectores, para que possam servir a província”, enfatizou.
A direcção provincial da Saúde na Lunda Norte controla cerca de 100 bolseiros que frequentam o ensino superior nas universidades de Luanda, Malanje, Moxico, Lunda Sul, Huíla, Bié, Cunene, assim como na Alemanha, Cuba, Brasil e Rússia. As autoridades da província prometem continuar com o programa de visitas aos bolseiros, quer os que se encontram no país quer os do estrangeiro.
O director provincial da Saúde, Buagica Muambelo, esclareceu que as unidades sanitárias da província necessitam de quadros formados em medicina geral, técnicos superior de análises clínicas, fisioterapeutas, nutricionistas, hematologistas e outras especialidades. Essas necessidades, disse, serão preenchidas pelo grupo de estudantes que está a ser formado nas distintas universidades, sublinhando a necessidade de se fazer um acompanhamento de perto para se resolverem dificuldades que surgem no percurso da formação académica e profissional.
O governo provincial assegurara a formação de quadros a nível de licenciatura e na fase posterior vai enviar profissionais para a especialização, nos graus de mestrado e doutoramento. O director provincial da Saúde ­defendeu a necessidade de se prestar maior atenção à Escola de Formação de Técnicos de Saúde, que está a formar técnicos médios de enfermagem, laboratório e farmacêuticos, para as várias unidades sanitárias.
“E importante dinamizar a Escola de Formação de Técnicos de Saúde, com o aumento de mais cursos para fazer face à demanda a nível do sector, sobretudo para fortalecer a rede sanitária de periferia”, disse.
 
Rede sanitária da periferia

Buagica Muambelo disse que pretende-se investir no fortalecimento da rede sanitária da periferia para permitir o desafogamento dos hospitais, tendo, para tal, defendido um  maior investimento em matéria de diagnóstico, para garantir a sua eficiência.
“Os postos e centros de saúde da província devem ser dotados de meios de diagnóstico e de técnicos especializados, para prestar melhores serviços à população”, salientou.
O responsável é de opinião que os hospitais devem estar apenas preparados para situações que requerem intervenções graves, por possuirem equipamentos altamente sofisticados de diagnóstico com especialidade médica e cirúrgica distinta para diferenciação dos níveis de atenção.
A oferta de serviços de saúde em relação aos postos e centros de saúde deve ser superior, tendo em conta que é na periferia onde reside a maioria da população, afirmou.

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