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Governo da província quer mais rapidez na execução das obras de impacto social

Armando Sapalo| Lucapa

O atraso que se verifica na conclusão de algumas obras de impacto social em construção no município do Lucapa, Lunda-Norte, enquadradas nos Programas de Investimentos Públicos (PIP) e de combate à pobreza está a preocupar as entidades provinciais, disse na segunda-feira o vice-governador para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas.

Autoridades locais prevêem construir neste ano económico mais escolas e postos médicos
Fotografia: Armando Sapalo| Lucapa

O atraso que se verifica na conclusão de algumas obras de impacto social em construção no município do Lucapa, Lunda-Norte, enquadradas nos Programas de Investimentos Públicos (PIP) e de combate à pobreza está a preocupar as entidades provinciais, disse na segunda-feira o vice-governador para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas.
Lino dos Santos, que trabalhou no município do Lucapa, esclareceu que vários projectos concebidos na localidade, tendentes a melhorar a qualidade de vida das populações foram inferiores ao previsto pelas autoridades locais, por se registarem atrasos dos empreiteiros na conclusão das infra-estruturas.
As obras estão a decorrer, mas regista-se  alguma lentidão no cumprimento dos planos estabelecidos e, portanto, os níveis de execução financeira  são superiores à física, sendo que 80 por cento das  empreitadas já foram pagas pelo governo.
As demoras registam-se, com maior incidência, em obras de infra-estruturas escolares e sanitárias, e nas residências para quadros e serviços administrativos diversos, a nível de sede municipal e comunais do Lucapa.
O vice-governador para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas garantiu que a Administração Municipal, em coordenação com as estruturas do governo provincial, estão a empreender esforços para construir mais escolas, postos e centros  de saúde, e outras infra-estruturas sociais, esperando-se que os empreiteiros, na qualidade de parceiros do Estado, cumpram os prazos estabelecidos.
Insatisfeito com o que viu, Lino dos Santos avisou os empreiteiros que, caso não tenham as obras concluídas num período máximo de dois meses, vão sofrer sanções.
Apesar de ter reconhecido as dificuldades que as empresas de construção civil enfrentam no transporte de materiais indispensáveis para as obras, tendo em conta a degradação da rede viária local, lembrou que isso não pode ser motivo de tanto atraso.O vice-governador anunciou ainda que, depois da avaliação das propostas de candidatura das empresas para adjudicação das obras de impacto social, cujos resultados já foram divulgados no passado mês de Abril, as populações da região vão ver as obras a progredir.
Para o presente ano económico está previsto, na Lunda-Norte, a execução de mais de 30 projectos, entre escolas, hospitais e empreendimentos diversos de reforço aos serviços administrativos, que visam conferir mais dignidade aos funcionários públicos.

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