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Governo pede empenho aos empreiteiros

João Silva| Dundo

O vice-governador da Lunda-Norte para os Serviços Técnicos e Infra-Estruturas, Lino dos Santos, disse quinta-feira no Dundo que as autoridades locais vão rescindir contratos com os empreiteiros que até ao dia 15 de Abril não apresentarem justificação aceitável sobre a paralisação das obras a si adjudicadas.

Governador da Lunda-Norte e membros do Governo Provincial avaliaram o grau de execução das obras em curso no município do Chitato
Fotografia: joão Silva|Dundo

Durante uma visita do governador da província às obras de construção de vários empreendimentos sociais no município do Chitato, Lino dos Santos admitiu haver falta de idoneidade das empresas que de algum tempo a esta parte paralisaram a sua execução sem comunicar às autoridades competentes.
“Para as empresas que têm obras paralisadas, o governo estabeleceu a data de 15 de Abril para a sua retomada, enquanto para as que estão atrasadas foram dadas orientações para a sua aceleração, sob pena de rescisão dos contratos e procurar-se parceiros mais idóneos”, disse, reconhecendo a existência de dificuldades de algumas empresas em cumprir os prazos contratuais.
O dirigente desmentiu informações que atribuem os atrasos na execução das obras à falta de pagamento pelo governo provincial, dizendo “nós temos honrado os nossos compromissos e por isso exigimos o cumprimento dos prazos”.
Lino dos Santos reiterou a necessidade de identificação pelo governo da Lunda-Norte de empresas de construção civil com capacidade financeira e idoneidade para beneficiarem de apoios e comparticiparem no processo de desenvolvimento e crescimento da província. O vice-governador da Lunda-Norte recordou que “à luz do Decreto que regula o sistema de contrato em matéria de obras públicas, um empreiteiro deve em primeiro lugar dar início aos trabalhos, de seguida fazer o acto de medição, para posteriormente emitir uma factura e só assim ser depois pago, mas muitos fazem o contrário”.
No município do Chitato, o governador Ernesto Muangala constatou o andamento de várias obras de impacto social, com destaque para a reabilitação do Palácio Municipal, hospital sanatório de Sacavula e geral da Lunda-Norte e a construção de várias escolas do I e II ciclo. A empresa que está a construir as escolas referiu que o atraso na execução das obras deve-se às constantes chuvas que se abatem sobre a região, mas garantiu a sua conclusão em Dezembro deste ano.O presidente da Associação das autoridades tradicionais da província da Lunda-Norte, André Fortuna, ressaltou os esforços do governo na melhoria das condições de vida das populações, como a construção e reabilitação de  infra-estruturas sociais.

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