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Governo provincial estuda forma de acabar com o comércio ilegal

Armando Sapalo | Dundo

As autoridades da província da Lunda-Norte estão preocupadas com a proliferação do comércio ilegal, praticado sobretudo por estrangeiros de nacionalidade libanesa, na cidade do Dundo e em outros centros urbanos da região.

As autoridades da província da Lunda-Norte estão preocupadas com a proliferação do comércio ilegal, praticado sobretudo por estrangeiros de nacionalidade libanesa, na cidade do Dundo e em outros centros urbanos da região.
A preocupação foi manifestada no fim-de-semana pelo director provincial do Comércio, Hotelaria e Turismo, Carlos Benedito, durante uma visita do governador Ernesto Muangala a vários locais de venda, que serviu para avaliar o potencial e a qualidade da rede comercial grossista e retalhista na cidade do Dundo.
Carlos Benedito afirmou na ocasião que o surgimento ilegal de cantinas e minimercados na Lunda-Norte é uma acção que resulta da cumplicidade de cidadãos nacionais que disponibilizam as suas licenças aos estrangeiros para estes realizarem actividades comerciais, muitas vezes com produtos deteriorados e rotulados em línguas estrangeiras.  Para combater este mal e evitar a transformação de garagens e espaços residenciais em estabelecimentos comerciais, descaracterizando a cidade, vão ser tomadas medidas severas, assegurou o responsável. “Vamos responsabilizar criminalmente todos os cidadãos que insistirem em adulterar o estilo original das residências das nossas cidades, a pretexto da promoção da actividade comercial”, disse.
A Direcção do Turismo e Comércio tem 1.259 estabelecimentos comercias registados, dos quais 995 ligados ao comércio misto e 264 retalhistas
Os outros “trabalham à margem da lei”, disse Carlos Benedito, sublinhando que o combate a esta prática passa pelo reforço das acções de fiscalização em parceria com outras instituições, como a Polícia Económica.
O director do Comércio, Hotelaria e Turismo apelou às administrações municipais para criarem as condições que permitam a projecção de espaços, sobretudo nas reservas fundiárias do Estado, para a construção de zonas comerciais específicas, como forma de promoção e expansão organizada da actividade comercial.

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