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Hospital sanatório de Cambulo em reabilitação

Armando N'Zagi

O hospital sanatório do Cambulo, na Lunda Norte, com mais de 70 anos de existência, é reabilitado a partir do próximo ano, no quadro das acções do Plano de Desenvolvimento daquela circunscrição, anunciou ao Jornal de Angola a directora-geral da unidade sanitária.

Reabilitação da unidade sanitária e o reforço com novos serviços resulta das políticas destinadas a modernizar o sector da Saúde
Fotografia: Venâncio Amaral

Adelina Custódio, que fez o anúncio à margem da visita do governador provincial, Ernesto Muangala, que na ocasião  entregou  meios ao hospital sanatório, como medicamentos, mobiliário e um gerador de 100 KVA, disse que a par das obras de reabilitação está previsto construir um centro materno-infantil.
A médica referiu que a reabilitação da unidade sanitária e o reforço com novos serviços resulta das políticas traçadas pelas autoridades da província destinadas a modernizar o sector da Saúde na região e devido ao grande número de casos de tuberculose.
O plano de reabilitação inclui obras em todas as naves que compõem a unidade, especialmente as enfermarias e as áreas onde funcionam os serviços auxiliares, como cozinha, refeitório e lavandaria, e administrativos.  A directora-geral do hospital disse que as obras têm também o objectivo de dotar as instalações de melhores condições de trabalho e que os departamentos de maior importância vão ser sujeitas a intervenções especiais.  Adelina Custódio declarou que está igualmente previsto o apetrechamento com equipamentos técnicos, tendo em vista a prestação de serviços de qualidade e atendimento personalizado aos pacientes com tuberculose. Neste momento, disse a directora-geral, estão internados no hospital 45 doentes com tuberculose, 33 dos quais seropositivos.
Adelina Custódio acrescentou que 869 doentes se encontram em regime ambulatório e com excelentes condições de recuperação. O hospital sanatório do Cambulo, com 60 camas, presta assistência a doentes com outras patologias infecto-contagiosas.
A directora-geral disse estar preocupada por a assistência do hospital sanatório ser garantida apenas por uma médica e quatro enfermeiros.

Falta de médicos e de enfermeiros


Para colmatar este défice são necessários quatro médicos de clínica geral e 20 enfermeiros com conhecimentos para tratar de doentes com tuberculose.
Recentemente, informou, o hospital foi reforçado com a entrada em funcionamento dos serviços de pediatria e Raio-X.
Em termos de abastecimento de água potável e energia eléctrica, disse, o hospital regista melhorias consideráveis com a criação de redes independentes. 
“O hospital deixa de apresentar problemas relacionados com água potável e energia, porque temos agora redes independentes de abastecimento, pois contamos com uma captação própria, que fornece também água às populações dos bairros Catangula e Camataia”, declarou.  
Entre os meios entregues pelo governador provincial destinados contam-se medicamentos, camas, colchões hospitalares, lençóis, cobertores, cadeiras de roda e mobiliário diverso.

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