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Lentidão nas obras inquieta o governo

Armando Sapalo| Cuango

O governador provincial da Lunda-Norte, Ernesto Muangala, manifestou, na cidade do Dundo, a sua preocupação com a demora na execução de algumas obras de impacto social no município do Cuango. As obras estão inseridas no Programa de Investimentos Públicos e transitaram de 2012.

Muitas obras dos programas de desenvolvimento rural e de combate à pobreza que transitaram do ano passado não estão concluídas
Fotografia: Armando Sapalo| Cuango

Ernesto Muangala, que trabalhou durante dois dias no município do Cuango, sublinhou que apesar do Governo Provincial honrar pontualmente os compromissos financeiros para com os empreiteiros, existem ainda preocupações com a lentidão na execução de várias obras concebidas para a melhoria da qualidade de vida das populações.
Citou como exemplo, várias infra-estruturas sanitárias, escolares e residências para os médicos na vila de Cafunfo, e serviços administrativos na sede municipal do Cuango e comuna do Luremo. 
“Existem constrangimentos de vária ordem, mas temos estado a fazer esforços para que o município do Cuango possa desenvolver-se e, por isso, gostávamos  de contar com a dinâmica e honestidade dos empreiteiros”, sublinhou o governador Ernesto Muangala, instruindo a administração local e as empresas de fiscalização a fazerem um “rigoroso acompanhamento” da execução das obras de impacto social e a sua qualidade. O governador da Lunda-Norte reiterou a aposta das autoridades para a diminuição das assimetrias entre a capital da província e as localidades do interior, sobretudo com a construção de mais escolas, centros e postos médicos, entre outros empreendimentos sociais. Solicitou também um maior empenho  das empresas de construção civil, enquanto parceiras  do governo, a primarem pelo cumprimento dos prazos contratuais e pela qualidade das obras. Ernesto Muangala declarou que “caso os empreiteiros não consigam, num período máximo de três meses, terminar as obras de impacto social, vão ser tomadas medidas punitivas nos termos da Lei de  Contratação de Obras Públicas”.
Apesar de reconhecer as dificuldades dos empreiteiros no transporte dos materiais de construção a partir do litoral e alguns atrasos das administrações municipais no pagamento das empreitadas, o governador Ernesto Muangala defendeu a inversão da situação.

Educação e saúde


Na sede municipal do Cuango, Cafunfo, estão a ser construídas duas escolas, uma de   oito salas e outra de seis, o centro médico, com 32 camas, está a ser ampliado e reabilitado um posto de saúde no bairro Fernando, a sete quilómetros da vila.
Das 200 casas enquadradas no programa nacional de habitação para o Cuango 27 já estão prontas, numa empreitada a cargo da empresa KIT, que deve terminar, até Setembro, 50 habitações.
Ainda no Cafunfo está a ser erguida uma residência para os médicos que vão assegurar o funcionamento da unidade sanitária de referência, enquanto no Luremo um novo centro médico, com capacidade para internar 30 pacientes, aguarda  por apetrechamento.

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