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Líderes religiosos no combate à Sida

Isidoro Samutula | Dundo

O arcebispo metropolitano da província eclesiástica de Saurimo, D. José Manuel Imbamba, disse, segunda-feira, na cidade do Dundo que as igrejas não podem estar indiferentes ao drama da HIV no seio das famílias e na sociedade.

Mais prática sexuais é apontada como um dos factores de propagação da doença
Fotografia: Jornal de Angola

O arcebispo metropolitano da província eclesiástica de Saurimo, D. José Manuel Imbamba, disse, segunda-feira, na cidade do Dundo que as igrejas não podem estar indiferentes ao drama da HIV no seio das famílias e na sociedade.
D. José Manuel Imbamba, que falava para os líderes das igrejas sobre a Sida na província da Lunda-Norte, afirmou que as igrejas devem fazer tudo para que as pessoas entendam a importância da sexualidade humana.
O arcebispo considerou a “desordem sexual” como um dos factores de propagação da Sida, e que é motivada pela banalização da sexualidade, e a não valorização e vivência da sexualidade no contexto do amor. Acrescentou que “actualmente, o sexo é desfrutado como prazer, comércio e instrumentalização da pessoa humana”.
D. Imbamba referiu que a banalização do corpo, a falta de pudor, a falta de dignidade da própria pessoa humana são factores que têm influência na propagação da Sida.
“Nós não sabemos glorificar Deus a partir do nosso corpo, não sabemos glorificar Deus a partir das nossas escolhas valorativas, não sabemos glorificar Deus a partir daquilo que o outro também vale”, disse D. Imbamba. Acrescentou que muitos utilizam os outros “como uma coisa e não como um valor absoluto, como espírito que deve ser enobrecido e como alguém que nós devemos amar”.
O arcebispo considerou ainda que o mau uso da liberdade e da sexualidade banalizam “tudo aquilo que tem a ver com a procriação e a participação da acção criadora de Deus”. A Sida já não passa apenas por soluções técnicas, “passa sobretudo pela formação da consciência”, disse D. Imbamba.
Defendeu que é preciso ensinar as pessoas “a valorizar o outro, a saberem viver o amor, a saberem amar o próximo, a saberem partilhar todos os valores que nos levem ao respeito, à fidelidade, à vivência pura do próprio amor”.
D. Manuel Imbamba disse ainda que as igrejas “devem saber iluminar esta realidade que está ameaçar a segurança do país, o futuro da sociedade, a saúde moral, física e social das famílias”.

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