Províncias

Malária está na origem do absentismo nas escolas

Victorino Matias | Dundo

A malária é uma das principais causas do absentismo de alunos e professores nas escolas primárias e de outros ciclos do ensino a nível da província da Lunda-Norte, a­firmou o director local da Educação, Ciência e Tecnologia.

Doença afasta crianças das aulas
Fotografia: Jornal de Angola

Bartolomeu Sapalo, que falava durante um colóquio sobre a validação do plano estratégico de luta contra a malária, tuberculose e VIH-Sida no sector da Educação, disse que a doença tem feito com que as crianças não frequentem com normalidade as aulas, pela incapacidade de se deslocarem à escola.
A malária, que é um dos maiores problemas da saúde pública em Angola e a maior causa de mortalidade infantil, está na origem da maioria das desistências que se registam nas escolas da província por parte dos alunos do ensino primário.
Bartolomeu Sapalo disse que, para contrapor esta situação, o Ministério da Educação inseriu no currículo escolar conteúdos da educação para professores e alunos no ensino primário e secundário sobre a malária e VIH/Sida.
O programa permitiu a formação de milhares de professores para ministrarem os referidos temas, através de várias acções.
O hematologista Temistocles Alfredo Esteves disse que a tuberculose e o VIH/Sida são doenças que constituem um problema mundial de saúde pública. O médico, que dissertava sobre tuberculose e VIH/Sida no colóquio promovido pela direcção local da Educação, disse que o combate a estas patologias faz parte do programa do milénio da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Temistocles Alfredo Esteve realçou que a doença constitui actualmente um problema social, económico e político, tendo em conta os custos elevadíssimos que tem para o Estado.
A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa, transmissível, que resulta de uma bactéria denominada bacilo de Koch, que infecta a pessoa por via respiratória e em relação à qual existem factores precipitantes, como a má nutrição, tabagismo e alcoolismo, entre outros.
O médico aconselhou as pessoas que sofrem de tosse seca e prolongada durante mais de 20 dias seguidos a irem ao hospital mais próximo, para efectuarem o diagnóstico prematuro e o consequente tratamento médico.
O colóquio, que contou com a participação de 115 professores, gestores escolares e especialistas de saúde pública, visou promover a mudança de comportamentos, atitudes e práticas de risco em relação às doenças sexualmente transmissíveis, assim como prevenir a progressão dos casos de malária e tuberculose nas escolas.

Tempo

Multimédia