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Malária foi doença fatal no ano passado

Vitorino Matias | Dundo

O Hospital Municipal do Chitato, na província da Lunda-Norte, registou 67 mortes durante o ano passado, sendo a malária apontada como a principal causa de mortalidade, de acordo com a estatística anual daquela unidade sanitária apresentada na semana passada.

Crianças e mulheres em idade fértil estão a beneficiar de mosquiteiros impregnados
Fotografia: Maria Augusta

O Hospital Municipal do Chitato, na província da Lunda-Norte, registou 67 mortes durante o ano passado, sendo a malária apontada como a principal causa de mortalidade, de acordo com a estatística anual daquela unidade sanitária apresentada na semana passada.
A par do paludismo, que causou 27 óbitos, o hospital registou igualmente 13 mortes por VIH/Sida e outras quatro em crianças menores de cinco anos afectadas por má nutrição, destaca a estatística.
Outras mortes, segundo o balanço, foram causadas por anemia, com três casos, febre tifóide, gastrite e tuberculose, com dois casos cada, e a diabetes, sarampo, lombalgia e hipertensão arterial, todos com um registo.
Os dados ilustram ainda que durante 2010, a  instituição sanitária registou a entrada de 393 pacientes acossados pelas DTS (Doenças Transmissíveis Sexualmente) e outros 133 por causa de anemias, dermatose, conjuntivite, tuberculose, varicela, asma, má nutrição, acidente cardiovasculares, abcesso maxilar, entre outras patologias.
O documento adianta ainda que foram assistidos, na secção de consultas gerais, 16.289 pacientes, dos quais 1.821 internados e 1.254 em consultas externas.  Com 137 técnicos, entre médicos, enfermeiros e técnicos de laboratório, o Hospital Municipal do Chitato funciona há três anos e presta serviços nas especialidades de medicina, pediatria, maternidade, estomatologia, hemoterapia, laboratório clínico, RX e ecografia.

Mais de 500 partos

A Maternidade registou, por seu turno, 539 partos, representando um aumento de 220 casos em relação a 2009, informou a responsável da instituição, Madalena Camuenhi.
Dos 539 partos, 527 nasceram vivos e 12 foram nados mortos, não se tendo registado qualquer morte materna. Por falta de bloco operatório, a unidade tem sido obrigada a evacuar pacientes sempre que assim é necessário, tendo sido esse o caso de 40 mulheres, durante o ano passado.
Madalena Camuenhi explicou ainda terem sido efectuadas 3.118 consultas de ginecologia, 1.260 de obstetrícia, 838 pré-natais e 110 de planeamento familiar.
Com 11 camas, a Maternidade do Hospital Municipal do Chitato possui sala de obstetrícia, de partos e três salas de pré-partos. A unidade conta com os préstimos de uma médica e 13 enfermeiras/parteiras.

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