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Malária mata na província da Lunda-Norte

Victorino Matias | Dundo

O Hospital Municipal do Chitato, na Lunda-Norte, registou 60 óbitos, durante o ano passado, por malária, revelou o director de enfermagem da unidade sanitária.

O director de enfermagem do Hospital do Chitato destacou a grande preocupação com a proliferação de doenças como o VIH/Sida
Fotografia: Benjami Cândido

O Hospital Municipal do Chitato, na Lunda-Norte, registou 60 óbitos, durante o ano passado, por malária, revelou o director de enfermagem da unidade sanitária.
Luciano Catari disse que, apesar dos esforços desenvolvidos pelas autoridades sanitárias, a malária continua a ser a principal causa de internamentos e de mortalidade na maioria dos estabelecimentos de saúde da província.
O paludismo é mais mortífero em crianças com menos de cinco anos e está associado às fortes chuvas e à falta de saneamento básico nas comunidades.
Dados estatísticos do hospital referem que, a par da malária, a anemia, doenças respiratórias agudas e mal nutrição são outras enfermidades que preocupam as autoridades.
O director de enfermagem do Hospital do Chitato destacou a grande preocupação com a proliferação de doenças, como o VIH/Sida e sarampo, acidentes cardiovasculares, gastrites, febre tifóide e hipertensão arterial por estarem a provocar, também, muitos óbitos.
Luciano Catari disse ainda que, durante o ano pasado, o Hospital do Chitato registou a entrada de 5.078 pacientes com doenças diarreias agudas e 4.989, com anemias graves, doenças respiratórias, doenças de transmissão sexual, tuberculose pulmonar, mal nutrição, acidentes cardiovasculares, hepatites e outras patologias.Na secção de consultas gerais, durante o ano passado o Hospital do Chitato recebeu 32.636 pacientes, dos quais 3.903 foram internados.
O Hospital Municipal do Chitato, aberto há cinco anos, presta serviços nas especialidades de medicina, pediatria, maternidade, estomatologia, hemoterapia, laboratório clínico, RX e ecografia.
No ano passado, a maternidade do Hospital Municipal do Chitato fez 1.011 partos, o que representa um aumento de 560, em relação a 2011.Luciano Catari salientou que, destes partos, 975 nasceram vivos e 36 foram nados mortos.
Houve registo de duas mortes maternas. Foram efectuadas 3.100 consultas pré-natal, 2.885 de obstetrícia, 1.445 de ginecologia e 300 de planeamento familiar.Com 11 camas, a maternidade possui u­ma sala de obstetrícia e outra de partos, além de três de pré-parto, serviços que são assegurados por uma médica e 13 enfermeiras.
Por falta de bloco operatório, a unidade hospitalar tem sido obrigada a transferir pacientes para o Hospital Provincial da Lunda-Norte, no Dundo.

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