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Milhares de animais vacinados contra a raiva

Armando Sapalo | Dundo

Na província da Lunda-Norte 2.400 cães, gatos e macacos foram vacinados, durante a primeira fase da campanha contra a raiva, que terminou no sábado, afirmou, ontem no Dundo, o chefe do departamento dos Serviços Veterinários.

Sensibilização está a levar muitas pessoas a vacinar os seus animais
Fotografia: Santos Pedro

Na província da Lunda-Norte 2.400 cães, gatos e macacos foram vacinados, durante a primeira fase da campanha contra a raiva, que terminou no sábado, afirmou, ontem no Dundo, o chefe do departamento dos Serviços Veterinários.
José Augusto disse que a campanha contra a raiva decorreu apenas nos municípios do Chitato, Lucapa, e Capenda Camulemba, mas garantiu que estão a ser criadas as condições logísticas para que a segunda etapa abranja os restantes cinco municípios, sobretudo os mais populosos como o Cambulo, Cuango e Xá-Muteba.
O responsável revelou que, de Janeiro a Julho deste ano, ocorreram seis casos de mordedura de animais infectados no município de Capenda Camulemba que resultaram em três óbitos. A instituição, referiu, está a trabalhar com oito técnicos, número que considera insuficiente para cobrir os nove municípios por causa das distâncias que separam os principais aglomerados populacionais na região e do mau estado das estradas.
O chefe dos serviços veterinários defende a necessidade de se imprimir maior dinamismo ao programa de construção de canil e gatil para maior controlo do surto da raiva, com propósito de se evitar que os cães vadios deambulem pelas ruas. José Augusto sublinhou que o projecto da construção de canil e gatil, com capacidade para albergar cães e gatos, foi aprovado pelo executivo local em 2008.
Numa primeira fase, evidenciou, o projecto contempla o município do Chitato, mas as dificuldades financeiras estão a dificultar a sua implementação.  Salientou que o esforço das autoridades locais tem como objectivo despertar a sociedade sobre as repercussões negativas da raiva na saúde humana e sugeriu que a adopção destas medidas visam maior intervenção das equipas técnicas para estancar a proliferação da doença. Este exercício, disse, não depende apenas da instituição, mas também das administrações municipais e comunais porque são elas que conhecem melhor a população e o número de animais existentes.

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