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Mulondo sem comunicação

Arão Martins | Lubango

Habitantes da comuna do Mulondo, município da Matala, 270 quilómetros a leste do Lubango, solicitaram ao governo da província da Huíla a instalação do sistema de telefonia móvel, para facilitar a comunicação com o país e com o resto do mundo.

Habitantes não têm como se comunicar
Fotografia: Paulo Mulaza


Paulo Matende, residente no Mulondo, considerou preocupante a actual realidade da comuna que, por falta de uma antena de telefonia móvel, se encontra isolada do mundo, salientando que a população ainda recorre a cartas e recados para comunicar com outras localidades.
Paulo Matende reconheceu o crescimento da comuna nos mais variados sectores, com a implementação do programa de Combate à Fome e à Pobreza, tendo destacado a melhoria dos serviços de Saúde que se tornaram melhores com a disponibilização de medicamentos e enfermeiros.
A construção e funcionamento da escola do ensino primário e secundário do I ciclo de ensino, na sede comunal, a abertura de sistemas de abastecimento de água potável às populações e distribuição de instrumentos de trabalho aos camponeses, são outros dos ganhos conquistados pelos habitantes. O soba António Pandikissa admitiu que a instalação de uma telefonia móvel vai evitar as constantes deslocações de pessoas para transmitir mensagens de negócios ou familiares. O administrador comunal de Mulondo, Zeca Mupinga, revelou terem sido feitos estudos de viabilidade para a instalação de uma telefonia por algumas empresas, por isso recomendou paciência à população.
 “Já foi identificada a área onde vai ser instalada a antena com dimensões recomendadas, na sede comunal do Mulondo”, disse, a­crescentando que as localidades de Tchikuakusse, Mapupu, Mantuntu, Camunhandi, Lomji e outras vão poder comunicar com o país e com o resto do mundo.

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