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Nacarumbo por explorar

Victorino Martias | Dundo

A lagoa de Nacarumbo, que concorre às sete maravilhas de Angola, é como um “campo científico” ainda desconhecido, considerou na terça-feira, no Dundo, o director provincial da Lunda-Norte da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural.

Região possui imensos recursos naturais
Fotografia: Benjamim Cândido|Dundo

Para José Mendes, a divulgação que está a ser feita pelos meios de comunicação social vai levar os biólogos e zoólogos a conhecerem espécies de animais e vegetais que coabitam na lagoa.
“Peixes, aves, mamíferos e anfíbios que vivem na lagoa Nacarumbo, além da riqueza da flora e a beleza da paisagem, fazem daquele lugar um pequeno paraíso à espera de ser descoberto”, sublinhou. A zona possui uma larga variedade de mamíferos de grande porte, designadamente a palanca vermelha, kisema, statunga, puku, nunce, golungo, leopardo, chita, leão, mabeco, chacal-listrado, civeta, serval, entre outros.
Dadas as características da lagoa, José Mendes defende a preservação e conservação da lagoa pelos turistas e população local, já que, sublinhou, constitui “património” da província. />A jornalista Paula Simons, madrinha da lagoa enquanto concorrente às sete maravilhas de Angola, sublinhou que 195 diferentes espécies de aves que sobrevoam o local foram identificadas, sendo 13 consideradas raras.
“A Lagoa Nacarumbo está aliada ao mito e ao conto popular, à vida animal e vegetal, que, de alguma forma, completa a verdadeira dimensão do recanto da Lunda-Norte”, referiu, acrescentando que, durante um trabalho de uma equipa do “National Geographic”, foram detectadas no local, pelo menos, 338 espécies de plantas, das quais 36 até então desconhecidas em Angola e 13 pela comunidade científica.
Com uma extensão de 200 mil hectares, Nacarumbo é a maior lagoa no interior do país ainda intacta. Situa-se entre as húmidas florestas guineo-congolesas e as savanas do Zambeze, numa zona de areias profundas sem qualquer potencial diamantífero conhecido.

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