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Novo sistema de água em Capenda-Camulemba

Armando Sapalo |

Um novo sistema de produção e distribuição de água potável com capacidade para produzir cerca de 30 mil metros cúbicos por hora, foi inaugurado na quarta-feira, na comuna do Xinge, município do Capenda-Camulemba, pelo governador provincial, Ernesto Muangala, no âmbito das festividades do 4 de Abril, Dia da Paz e Reconciliação Nacional.

População deixa de percorrer longas distâncias e passa a consumir água potável reduzindo assim os riscos de contrair várias doenças
Fotografia: Benjamim Cândido

Um novo sistema de produção e distribuição de água potável com capacidade para produzir cerca de 30 mil metros cúbicos por hora, foi inaugurado na quarta-feira, na comuna do Xinge, município do Capenda-Camulemba, pelo governador provincial, Ernesto Muangala, no âmbito das festividades do 4 de Abril, Dia da Paz e Reconciliação Nacional.
“Vamos produzir cerca de 30 mil metros cúbicos de água por hora, o que permite transportar o líquido para um tanque reservatório com capacidade para 90 mil litros e proceder à sua distribuição para cinco chafarizes instalados na localidade”, realçou.
O director provincial da Energia e Águas, André Camilo, explicou ao Jornal de Angola, que a captação de água do Xinge vai beneficiar cerca de cinco mil habitantes.
O projecto, enquadrado no Programa “Água para Todos”, segundo André Camilo, custou 45 milhões de kwanzas e foi executado num período de seis meses.
O responsável assegurou que o sistema vai ser ampliado nos próximos tempos, com a instalação de mais chafarizes, para dar resposta às necessidades da população.
Satisfação popular
Maria Madalena, que durante vários anos percorria longas distâncias para ir buscar água, agradeceu as acções que estão a ser desenvolvidas pelo governo provincial, com vista à resolução dos problemas sociais básicos que a população do Xinge enfrenta.
Segundo ela, a captação de água vai contribuir significativamente para reduzir os índices de doenças provocadas pelo consumo de água imprópria, retirada dos rios.
“Esta captação vai melhorar a nossa vida, porque vamos deixar de andar longas distâncias atrás dos rios em busca de água, que muitas vezes nos provocava doenças, sobretudo em crianças e mulheres grávidas.
Além da entrada em funcionamento do novo sistema de abastecimento de água, foi também inaugurada uma residência para o administrador comunal, na comuna do Xinge.
A administradora comunal, Maria Antoné, disse que os empreendimentos inaugurados são o ponto de partida para o desenvolvimento da comuna e para minimizar as dificuldades sociais que as famílias locais enfrentam.
A população da comuna, realçou, é maioritariamente camponesa, razão pela qual estão em curso programas de relançamento da actividade agrícola, com realce para os incentivos aos agricultores locais, de forma a dinamizarem o sector e garantirem a auto-sustentabilidade das famílias.  Maria Antoné informou que os sectores da Educação e Saúde necessitam de uma intervenção urgente, sobretudo com a construção de novas escolas nas aldeias com maior aglomeração populacional e o reforço de professores e enfermeiros.
No sector da saúde, existem apenas dois postos sanitários e quatro enfermeiros, que asseguram a      assistência médica à população. “A perspectiva das autoridades municipais é de aumentar o número de postos de saúde e quadros do sector, tendo em conta que a comuna conta neste momento com 17 bairros, cuja população cresce regularmente”, sublinhou.
Para uma cobertura sanitária satisfatória, defendeu que são necessários seis técnicos de enfermagem, entre os quais uma parteira e um médico ginecologista.
A comuna debate-se ainda com a falta de ambulância para a transportar os doentes em estado grave para as unidades de referência.
A rede escolar da comuna, adiantou Maria Antoné, está a ser ampliada com a construção de duas novas escolas com seis e dez salas.
Neste momento existem dez escolas, entre as quais duas de carácter definitivo. A localidade, que conta com 32 professores, matriculou no presente ano lectivo 4.012 alunos da iniciação à sexta classe.
A administradora comunal esclareceu que as dificuldades relacionadas com o reduzido número de professores resultam da falta de condições habitacionais. Porém, acredita que a situação vai ser ultrapassada com a construção de um complexo residencial para professores.
Um grupo gerador de 75 KVA fornece energia eléctrica às populações da sede comunal, através do sistema de iluminação pública, com 18 postos.
No novo programa de investimentos públicos está previsto aumentar a rede de iluminação pública para 23 postos e algumas ligações domiciliárias.

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