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Painéis solares são destruídos

Armando Sapalo | Dundo

As placas dos painéis solares, que asseguram o funcionamento de postos de iluminação pública a partir do sistema de energia fotovoltaica a nível das principais ruas da cidade do Dundo e arredores, estão a ser destruídas por um grupo de marginais ainda desconhecidos, denunciou ontem o director municipal da Energia e Águas do Chitato.

Autoridades denunciam vandalização e roubo de painéis solares o que prejudica a iluminação pública a nível das principais artérias da cidade do Dundo
Fotografia: JAImagens.com

Crisóstomo Itumbo lamentou o facto de a vandalização e o roubo dos painéis solares estarem a prejudicar a iluminação pública, deixando as ruas às escuras, quando o Estado aplicou avultadas somas de dinheiro para ter este serviço funcional.
O responsável do sector da Energia e Águas do Chitato avançou que, desde a altura em que as autoridades locais tomaram conhecimento da ocorrência, um total de seis postos de iluminação, instalados no bairro Camatundu, foi destruído.
Crisóstomo Itumbo considerou que a instalação do sistema de energia fotovoltaica assegurada por painéis solares, concretamente para a iluminação pública, é uma excelente via em termos de investimentos em fontes alternativas.
Destacou a necessidade do auxílio ao trabalho de policiamento, para o combate à criminalidade, e da criação de condições para proporcionar um convívio salutar e seguro das famílias durante o período nocturno. O director afirmou que o Comando Municipal da Polícia Nacional do Chitato já tomou conhecimento do roubo das placas de painéis solares nos postos de iluminação, daí diligências estarem a ser feitas para se encontrar os marginais.
Explicou que o programa de instalação do sistema de energia fotovoltaica, com painéis solares, visa igualmente dar corpo à execução das acções destinadas a promover o desenvolvimento sustentável do município do Chitato, apostando em projectos inovadores.
O director municipal esclareceu igualmente que a instalação do sistema de energia solar se afigura importante, por ser uma excelente escolha do Executivo na busca de alternativas menos agressivas para o meio ambiente, visto tratar-se de uma fonte renovável e muito limpa.
O responsável apontou que a quantidade de postos de iluminação pública com painéis solares ronda os 220 e estão instalados no casco urbano e nos arredores da cidade do Dundo, capital da província da Lunda Norte.
Crisóstomo Itumbo disse que foram colocados postos de iluminação pública nos troços entre a rotunda do bairro Norte até à vila do Chitato, num percurso de cinco quilómetros, e da rotunda do aeroporto do Camaquenzo até à zona do terminal de passageiros, bem como do desvio da Centralidade do Mussungue ao Instituto Médio Politécnico “28 de Agosto”.
Para a concretização do projecto, lembrou, tinha sido contratada pelo governo provincial, no âmbito do programa de investimentos públicos (PIP) do ano 2014, uma empresa chinesa especializada na gestão e fabrico de equipamentos de energia solar.
A par dos postes de iluminação pública, foram instalados sistemas fotovoltaicos para o fornecimento de energia eléctrica em algumas escolas, centros de saúde e unidades policiais, destacou Crisóstomo Itumbo. O contrato da obra, sublinhou, foi também extensivo para a colocação de semáforos assegurados, com a tecnologia de energia solar, para regular o tráfego rodoviário.
Em termos de vida útil, explicou que a electricidade fornecida pela componente solar tem uma duração de 20 anos, com garantia de manutenção da empresa, que estabelece também o processo de formação de técnicos nacionais sobre a utilização e métodos de reparação de eventuais falhas registadas no seu funcionamento.

Sem prejuízos ambientais

O responsável municipal informou que a energia de radiação solar é convertida em energia eléctrica sem quaisquer prejuízos ambientais, através de uma tecnologia avançada, que regula automaticamente a iluminação e pode continuamente funcionar em vários dias de chuva. O responsável garantiu ainda segurança máxima nos postes de iluminação pública, uma vez que estes funcionam com tensão baixa de 12 a 24 volts, não existindo riscos de descarga eléctrica. A instalação é fixa e com alta resistência ao vento.
O Jornal de Angola soube de fontes ligadas à empresa chinesa Kingliht, responsável pelo projecto, que a instalação de cada posto de iluminação pública de painel solar custou ao Governo cerca de cinco mil dólares.

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