Províncias

Ravinas preocupam Bornito de Sousa

João Silva | Dundo

As ravinas, que continuam a alastrar e a rodear a sede do município do Lucapa, deixaram preocupado o ministro da Administração do Território, que visitou recentemente a província da Lunda-Norte.

As ravinas, que continuam a alastrar e a rodear a sede do município do Lucapa, deixaram preocupado o ministro da Administração do Território, que visitou recentemente a província da Lunda-Norte.
Bornito de Sousa verificou, no município do Lucapa, a execução do programa integrado de desenvolvimento rural e combate à pobreza, o decorrer do processo de registo eleitoral e manteve encontros com as autoridades locais.
“Do ar, quando estávamos a aterrar, já se via a cidade rodeada de ravinas e têm de ser tomadas medidas urgentes”, disse.
O mau estado da estrada nacional 180, que liga as cidades do Dundo (Lunda-Norte), Saurimo (Lunda-Sul) e Luena (Moxico), que está a dificultar a circulação rodoviária, foi outra preocupação manifestada pelo ministro do Território.
Bornito de Sousa frisou que o Executivo angolano, no quadro do programa de desenvolvimento rural e erradicação da pobreza, vai estudar as estratégias para que, o mais depressa possível, as obras estruturantes e viárias retomem o seu curso normal e sejam concluídas.
Para as questões colocadas pelas autoridades tradicionais, como o aumento dos subsídios, que são insuficientes para fazer face ao alto custo de vida na região, revelou que alguns problemas vão ser tratados com o governo provincial e administração municipal e outros a nível dos órgãos centrais.
O ministro pediu aos administradores municipais mais empenho e responsabilidade na gestão financei­­ra e considerou que devem prestar maior atenção e apoiar os programas municipalizados de saúde, educação, habitação, fornecimento de água potável, energia eléctrica e fomento da actividade agropecuária, que estão a dar novo alento à solução dos problemas dos angolanos.
Segundo o ministro, o desenvolvimento de qualquer país e sociedade depende da formação da pessoa humana e, nesse sentido, os administradores municipais devem apostar neste sector, “porque a riqueza principal de um país não é o petróleo nem o diamante, mas sim a formação saudável do homem”.
Bornito de Sousa sublinhou que os angolanos devem juntar os felizes recursos naturais à educação, para a construção de um país bom para se viver e com um nível de vida digno das comunidades.

Tempo

Multimédia