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Rede viária da província em reabilitação

Isidoro Samutula | Caungula

A ligação rodoviária entre o município do Chitato, Cuilo, Caungula, Cuango e Xá Muteba, na Estrada Nacional 225, num percurso de 525 quilómetros, já é possível, devido às obras em curso na via.

Os trabalhos decorrem a bom ritmo e as trocas comerciais entre as sedes municipais e as aldeias da região são feitas com mais facilidade
Fotografia: Benjamim Cândido|Caungula

O governador Ernesto Muangala, que utilizou pela primeira a estrada para visitar o município do Caungula, passando pelo Cuilo, mostrou-se satisfeito com as obras em curso.
Apesar de existirem ainda alguns troços que requerem maior intervenção, a viagem para Caungula durou apenas sete horas, quando antes eram necessárias 24, passando pela cidade do Saurimo. Durante a viagem, foi possível constatar que estão concluídos e asfaltados 140 quilómetros.
Os troços rodoviários entre a sede do Lóvua e o estaleiro da Odebrecht e do Rio Cuilo à comuna do Camaxilo são os que apresentam, por enquanto, dificuldades de trânsito, devido às chuvas que caem diariamente na região.
Das 33 pontes definitivas previstas parta a via, apenas estão concluídas quatro. Para facilitar a circulação o Instituto Nacional de Estradas (INEA) colocou pontes provisórios sobre alguns rios, para que as máquinas das empresas que intervêm na via possam circular sem sobressaltos.
O director provincial do INEA, Victor Tavira, disse que as chuvas estão na base dos atrasos que se verificam na reposição das pontes definitivas, acrescentando que muitas delas estão em fase conclusão. “Ultimamente tem caído muita chuva na província, o que tem influenciado o andamento das obras”, disse, garantindo que até ao próximo ano as pontes podem ficar concluídas. A população está satisfeita por circular no interior da província sem a necessidade de passar pela vizinha cidade de Saurimo.
O regedor de Malange disse que este é o principal ganho da província com a conquista da paz. “É uma maravilha, devemos reconhecer o esforço do Governo na melhoria das condições de vida da população. Desde 1977 que esta via deixou de ser utilizada, agora tudo volta a ser como era antes”, disse, acrescentando que muitas localidades agora vão ter serviços básicos, como escolas, postos de saúde, água e energia eléctrica, porque os empreiteiros já podem atingir essas localidades e potenciar o desenvolvimento.

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