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Reforçadas medidas de prevenção

João Silva | Dundo

As autoridades sanitárias do município do Chitato estão preocupadas com o surgimento de muitos casos de doenças respiratórias agudas, asma, gripe, bronquite e pneumonia, desde o início do Cacimbo, há quinze dias.

Panorâmica do Hospital Municipal do Chitato que foi reabilitado e ampliado para permitir o aumento da capacidade de internamento
Fotografia: Benjamim Cândido | Dundo

O director clínico em exercício no Hospital Municipal do Chitato, António Cuessue, disse ao Jornal de Angola que, para evitar o agravamento da situação, estão a ser tomadas medidas adicionais, com a disponibilização de mais fármacos e outros meios assistenciais, além das habituais campanhas de sensibilização da população sobre as normas a serem observadas durante o Cacimbo.
“As pessoas devem usar, nesta época seca, roupas apropriadas, e­vitar o contacto das crianças com os fortes ventos e recorrer aos centros de saúde logo que sejam detectados os primeiros sintomas”, a­conselhou António Cuessue.
O Hospital municipal do Chitato dispõe de raio-X, hemoterapia, pediatria, maternidade, laboratório de análises clínicas, banco de urgências, ecografia, estomatologia e de uma farmácia interna.
Diariamente, oferece refeições a todos os doentes internados, segundo o director António Cuessue, que anunciou a recuperação completa da morgue do hospital, depois de uma paralisação de quatro meses, devido a uma avaria técnica. Segundo o responsável clínico, o hospital assistiu nos últimos dois meses a mais de cinco mil doentes, acometidos por malária, doenças diarreicas agudas, respiratórias, anemias associadas à malária, febre tifóide e parasitas intestinais, sarampo e VIH. António Cuessue referiu que, neste período, três pessoas morreram por malária, anemia e sarampo e pediu à população para manter hábitos de higiene pessoal e colectiva, saneamento básico do meio, ferver a água para consumo, lavar os legumes e as mãos para evitar doenças.
O hospital do Chitato tem 11 médicos de diferentes especialidades, quatro técnicos superiores de raio-X, ecografia e estomatologia, 19 enfermeiros e 46 funcionários administrativos, segundo o director António Cuessue.
“O número de médicos e enfermeiros ainda é insuficiente para atender a procura”, lamentou o director clínico, solicitando o recrutamento de mais quatro pediatras e 40 especialistas.

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