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Seitas religiosas à margem da Lei inquietam Governo

Isidoro Samutula | Dundo

A vice-governadora para o sector político e social manifestou, no Dundo, numa reunião com 36 líderes das Igrejas representadas na Lunda Norte, preocupação pelo surgimento de seitas religiosas que exercem actividade à margem da lei.

Angélica Ihungo disse que o Governo Provincial considera as Igrejas parceiros privilegiados e lhes reconhece a importância que têm na sociedade, mas que é fundamental respeitarem a Constituição da República, que consagra o Estado angolano como laico. 
As pessoas, salientou Angélica Ihungo, não devem usar o nome de Deus para desviar os crentes para actividades menos dignas.
A vice-governadora lembrou o assassinato, na província do Huambo, de agentes da defesa e segurança abatidos por elementos da seita religiosa A Luz Mundo, o que “viola os princípios religiosos e o que está prescrito na Bíblia”.
Os líderes das Igrejas que participaram no encontro condenaram os crimes daquela  seita por violarem os princípios e as responsabilidades das Igrejas que “devem ter um papel fundamental no desenvolvimento do país”.
O líderes pediram ao Governo Provincial maior fiscalização das actividades das Igrejas, “mesmo as reconhecidas, por constatar que muitas delas perseguem fins económicos” e ignoram “a transmissão da palavra de Deus”.  Os responsáveis religiosos sublinharam o interesse de haver novo processo de reconhecimento das Igrejas “para acabar com as que são perigosas para a segurança do país”. Na Lunda Norte há 97 igrejas em actividade, 46 das quais não reconhecidas.

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