Províncias

Um manancial de recursos por explorar

A província da Lunda-Norte foi fundada a 4 de Julho de 1978, como resultado da divisão da então província da Lunda, ao abrigo do decrecto-lei nº86/78 de 4 de Julho.

Fotografia: Benjamim Cândido

A província da Lunda-Norte foi fundada a 4 de Julho de 1978, como resultado da divisão da então província da Lunda, ao abrigo do decrecto-lei nº86/78 de 4 de Julho.
A província situa-se no nordeste de Angola e ocupa uma área de 103.760 quilómetros quadrados. A população é estimada em cerca de um milhão de habitantes e a sua capital é a cidade do Dundo.
É constituída por nove municípios: Chitato, Cambulo, Lucapa, Capenda Camulemba, Xá-Muteba, Cuango, Lubalo, Cuilo e Caungula. Os municípios dividem-se em 25 comunas. O clima da província é tropical húmido, com uma temperatura média de 27⁰C por ano e o regime de chuvas pode ser até torrencial. A média das chuvas é de 1.400 milímetros, sendo que a quantidade máxima é de 1.500 e a mínima de 1.200 milímetros.
A altitude varia entre 700 a 1.400 metros, sendo de 1.000 metros no interior e 800 metros nas fronteiras e em alguns locais como o nordeste da província, onde estão localizadas as nascentes dos rios Kuango e Kassai. O subsolo é rico, com vários recursos minerais.
Para além dos diamantes, também se destacam o ferro, prata, magnésio, mármore, gra­­nito e burgal.
A agricultura de subsistência e a produção de gado de pequeno porte fazem parte das principais ocupações da população. A província tem, no entanto, potencial para o desenvolvimento industrial da agro-pecuária, sector em que no passado era auto-suficiente. O espaço territorial da Lunda-Norte é partilhado por vários grupos etnolinguísticos, com destaque para os tchokwes, lundas, kakongos, balubas, mussucos, bângalas, kogi, kari, xingi, mataba, benamai, kaquetes e songos.
Desde 1978 governaram a província da Lunda Norte as seguintes personalidades políticas: José Ernesto dos Santos “Liberdade”, 1978-1983; Silvério Gelim Paim, 1983-1986; Norberto dos Santos “Kuata Kanawa”, 1986-1981; José Manuel Salucombo, 1991-1992; Francisco Moisés Nele, 1992-1997; Manuel Francisco Gomes Maiato, 1997-2008 e Ernesto Muangala, 2008.

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