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Várias ravinas estão a ser estancadas

Armando Sapalo |Cafunfo

As seis ravinas que ameaçavam destruir algumas das principais infra-estruturas sociais da vila do Cafunfo, município do Cuango, província da Lunda-Norte, como ruas e residências, estão a ser estancadas, desde o passado mês de Julho, pela empresa “Sete Cunhas”.

Estão a ser construídas valas de drenagem das águas pluviais e residuais na vila de Cafunfo para melhorar o saneamento básico
Fotografia: Benjamim Cândido |Cafunfo

As seis ravinas que ameaçavam destruir algumas das principais infra-estruturas sociais da vila do Cafunfo, município do Cuango, província da Lunda-Norte, como ruas e residências, estão a ser estancadas, desde o passado mês de Julho, pela empresa “Sete Cunhas”.
O projecto está a ser financiado pelo Ministério do Urbanismo e Construção em parceria com o governo provincial, no âmbito do Programa de Investimentos Públicos (PIP), que contempla a eliminação gradual das ravinas situadas nas principais cidades da região. 
O responsável da empresa de fiscalização, Xavier Palmeiras, referiu que, depois de concluídas as obras de contenção de duas das seis ravinas, trabalha-se agora na criação de condições técnicas e humanas, para que sejam eliminados os restantes buracos, cujas dimensões são alarmantes. Em declarações ao Jornal de Angola, Xavier Palmeiras explicou que as ravinas apresentavam cerca de mil metros de comprimento e 60 de largura.
A interrupção dos cursos de água, devido à concentração do lixo produzido pela população, foi apontada como a principal causa da impermeabilização dos solos, que provocaram o surgimento de ravinas na vila do Cafunfo.
Os trabalhos a serem efectuados visam a remoção do lixo, para facilitar a movimentação e compactação da terra. Xavier Palmeiras defendeu, por isso, que as autoridades encontrem melhores formas para a recolha e deposição do lixo naquela localidade.
Xavier Palmeiras receia que a falta de uma gestão racional do lixo, aliada à ausência de um aterro sanitário, venha a provocar, nos próximos tempos, o surgimento de mais ravinas na região e defendeu a aquisição de equipamentos modernos para a recolha e tratamento dos resíduos sólidos, em função da quantidade com que são produzidos na localidade.
“É importante que, depois de concluídas as obras de estancamento dessas ravinas, seja feito um trabalho de continuidade por parte da administração municipal, reforçando os serviços comunitários com meios para garantir o saneamento básico”, defendeu o responsável da empresa de fiscalização, notando existir um défice acentuado quanto aos projectos de preservação dos espaços verdes da vila do Cafunfo. Assegurou que está em curso a construção de valas de drenagem, para permitir o escoamento das águas residuais e pluviais, tendo sido executados, até agora, cerca de oito quilómetros de extensão, para atenuar os elevados índices de erosão dos solos.
Além das obras de contenção das ravinas,acrescentou, estão a ser feitos trabalhos de impacto ambiental, com a reposição do manto vegetal, através da plantação de árvores e criação de jardins, para evitar o desgaste dos solos.
 Xavier Palmeiras garantiu que a empresa Lukeni está satisfeita com o nível de execução física das obras e realçou que, em apenas três meses, foram conseguidos avanços na ordem dos 65 por cento. Garantiu que, dentro de um ano, todas as ravinas que ameaçam engolir a vila do Cafunfo vão ser eliminadas.
Nas obras de contenção das ravinas da vila do Cafunfo estão envolvidos 40 técnicos, entre encarregados, topógrafos e operários de diferentes áreas.
Além da vila mineira do Cafunfo, a empresa “Sete Cunhas” está a intervir na contenção das ravinas na cidade do Lucapa, onde a situação é também considerada preocupante, sobretudo na principal estrada de acesso àquela localidade.

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