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Viagem Dundo-N'Zagi leva menos tempo

As obras de reabilitação, ampliação e asfaltamento dos 95 quilómetros da Estrada Nacional 180-A, que liga o Dundo à antiga vila mineira do N’zagi, município do Cambulo, decorrem a ritmo acelerado, apesar das contrariedades provocadas pelas chuvas que caem na região.

Apesar das contrariedades provocadas pelas chuvas a reabilitação e asfaltagem da via decorre a ritmo acelerado
Fotografia: Daniel Benjamim | Dundo

Os trabalhos, iniciados em Julho deste ano, ficam concluídos dentro de 24 meses. Até ao momento, já foram terraplanados mais de 17 quilómetros e devem ser asfaltados em breve.
Os utentes da via admitem que a viagem já se processa mais depressa, com a redução de quatro para duas horas, sobretudo no caso das viaturas pesadas, como autocarros de transporte de passageiros e camiões de mercadorias.
A reabilitação está a ser feita a­través do Programa de Investimentos Públicos (PIP) do Ministério da Construção, no âmbito do qual a prioridade é a reabilitação das estradas nacionais.
O responsável da empresa O­matapalo, contratada pelo Governo para a execução da obra, disse que os técnicos começam a imprimir maior dinamismo ao trabalho, com a conclusão do estaleiro central, no bairro Candjamba.
O engenheiro Carlos Silva prometeu que vão ser redobrados esforços para, até ao final deste ano, ficarem concluídos cerca de 45 quilómetros de estrada, ao mesmo tempo que garantiu estarem a ser tomadas precauções para preservar o ambiente.
A Estrada Nacional 180-A passa a ter nove metros de largura, duas faixas de rodagem e sistema de sinalização horizontal e vertical. Cada faixa de rodagem tem uma berma de dois metros de largura, o que facilita o estacionamento e reparação de viaturas avariadas ao longo da estrada, além de garantir a segurança de peões e motociclistas.
As obras vão ainda reforçar o sistema de drenagem das águas pluviais, o que garante a consistência e durabilidade da estrada.
Foram abertas duas vias paralelas, que facilitam a circulação de pessoas e mercadorias no percurso Dundo-Nzagi, sem interferir no normal andamento das obras. Neste momento, os trabalhos incidem no saneamento dos solos, para assegurar a estabilidade da via e alargamento da plataforma existente, através de acções de desmatação.
Nesta primeira fase, trabalham nas obras cerca de cem pessoas, incluindo jovens que frequentaram cursos no Centro de Formação Profissional do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MA­PTSS), e outros provenientes de empresas diamantíferas. Com o evoluir das obras, vão ser recrutados mais trabalhadores, para garantir celeridade à empreitada. Carlos Silva referiu que estão a ser utilizadas cerca de 100 máquinas pesadas em serviços de transportes, terraplenagem, escavação, carga e destamatação, com destaque para niveladoras, pás carregadoras, cilindros e camiões.
Com a entrada em funcionamento do estaleiro, que tem capacidade para mais de 200 pessoas, e da central de britagem, o engenheiro acredita que vai ser possível imprimir mais diligência e qualidade à obra.

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