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Vítimas das chuvas recebem assistência

João Silva | Dundo

Mais de 100 famílias desalojadas pelas fortes chuvas que se abateram nos últimos dois meses na província da Lunda Norte receberam materiais de construção, utensílios de cozinha e roupa usada, no âmbito das medidas de resposta à assistência e reinserção social de pessoas em situação de vulnerabilidade, informou ontem no Dundo o director provincial da Assistência e Reinserção Social.

Chapas de zinco e outros meios de construção estão a ser distribuídos para que famílias sinistradas pelas chuvas possam reerguer as suas casas
Fotografia: Benjamim Cândido

Wilson Palanca disse que foram assistidas 85 famílias do município do Lóvua, que ficaram sem casas e todos os seus haveres, em consequência das chuvas. As famílias receberam vários utensílios de cozinha, bens alimentares, medicamentos, roupas usadas, chapas de zinco e outros materiais de construção.
Os meios foram obtidos pela Direcção Provincial da Assistência e Reinserção Social, Saúde Pública, Protecção Civil e Bombeiros, Igrejas, classe empresarial, associações juvenis e outros membros da sociedade civil.
O director do Ministério da Assistência e Reinserção Social (MINARS) disse que está programado, na segunda fase, o apoio a 12 famílias do município do Cuilo, também vítimas das chuvas que se abateram na primeira quinzena do mês de Setembro e que destruíram várias casas e infra-estruturas sociais.
Também será dada assistência aos familiares de duas crianças do município de Capenda-Camulemba que faleceram na semana passada, em consequência de descargas eléctricas provocadas pela chuva. Wilson Palanca explicou que, no quadro do processo de realojamento de pessoas que vivem em zonas de risco para áreas mais seguras, foram reintegradas 31 famílias, sendo 19 do Chitato e 12 do município do Cuango, com a atribuição de parcelas de terra e materiais de construção. Muitas pessoas insistem em construir em zonas de risco. Segundo o responsável do MINARS, esta situação preocupa as autoridades da província, referindo que tal prática constitui um perigo eminente para as vidas dos habitantes.

Deficientes físicos

No início deste ano, o MINARS entregou a 180 deficientes físicos do município do Chitato  24 conjuntos (kits) de equipamentos de sapataria, corte e costura, alvenaria e electricidade, no quadro de um programa de reintegração sócio-profissional.
Este programa contempla também a entrega de meios de locomoção, como canadianas e cadeiras de rodas, além de ajuda em bens alimentares e chapas de zinco, para melhorar as condições de vida. Três mil chapas de zinco foram entregues a mais de 100 pessoas, distribuídas em 30 famílias. Wilson Palanca revelou que mais de 20 crianças desamparadas foram entregues este ano a “mães substitutas”, no âmbito de um processo que vai culminar com os termos de adopção. A medida resulta do facto de se terem esgotado todos os mecanismos de localização dos pais biológicos.
O director do MINARS disse notar com grande preocupação a falta de centros de acolhimento para crianças desamparadas e pessoas de terceira idade. Tal situação, acrescentou, tem limitado a assistência que devia ser dada a este grupo da população.

Reintegração sócio-profissional

Na província da Lunda Norte, está prevista a constituição de 16 cooperativas agrícolas para servirem de apoio ao processo de reintegração sócio-profissional dos ex-militares nos municípios de Capenda-Camulemba, Cuango e Xá-Muteba. Wilson Palanca espera que as cooperativas agrícolas possam assegurar rendimentos às famílias e criar postos de trabalho nas comunidades rurais.
O director provincial do MINARS defendeu o reforço da capacidade de gestão destes projectos e a recolha de dados objectivos nas diferentes áreas de trabalho.Para tal, disse, 15 técnicos da instituição estão em Luanda a frequentar cursos de formadores nas áreas de educação escolar, gestão de dados, vigilância infantil e de terceira idade, activistas sociais e técnicos de informática.

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