Províncias

A arte de governar a todo o terreno

Filomeno Manaças

Quando foi indicada e nomeada para o cargo de governadora da Lunda-Sul a ex-deputada à Assembleia Nacional Cândida Maria Narciso não se fez de rogada. Aceitou o desafio e partiu com as bagagens para a província. Sabia que não iria encontrar tarefa fácil. Mas é uma mulher firme que não vira a cara aos desafios. Trabalhar e mostrar resultados é o seu lema.



Quando foi indicada e nomeada para o cargo de governadora da Lunda-Sul a ex-deputada à Assembleia Nacional Cândida Maria Narciso não se fez de rogada. Aceitou o desafio e partiu com as bagagens para a província. Sabia que não iria encontrar tarefa fácil. Mas é uma mulher firme que não vira a cara aos desafios. Trabalhar e mostrar resultados é o seu lema.
A primeira “prova de fogo” em Saurimo foi uma manifestação de jovens estudantes face à insuficiência de salas de aula.
A maior parte dos estabelecimentos de ensino comportavam entre 90 a 100 alunos em cada turma, manifestamente contra os princípios pedagógicos. Além da sobrelotação de salas de aula, centenas de jovens reclamavam não terem podido fazer as suas matrículas.
A governadora pôs mãos à obra e todos foram autorizados a matricularem-se. A ampliação das escolas existentes, a construção de novas e a expansão da rede de ensino na sede da província e dos municípios e comunas assumiram carácter prioritário na governação.
Mas o sector da Educação não era o único a clamar por intervenção. Saúde, Energia e Água e Agricultura também enfermavam de carências gritantes.
Os problemas não eram apenas em Saurimo. No interior as populações, em localidades distantes da sede, do centro de decisões, também achavam que as suas esperanças de ver os seus problemas abordados, compreendidos e resolvidos, estavam a minguar dia após dia.
Tomado o pulso à situação, a governadora fez-se à estrada. “Ao trabalho. Unidos somos capazes”, foi o lema que adoptou. Intensificou as visitas de auscultação às populações, os encontros com as autoridades tradicionais e o diálogo com os responsáveis da administração local do Estado.
A distância de muitas localidades visitadas e o estado da maior parte das vias rodoviárias, praticamente intransitáveis, não a demoveram de ir ao encontro das populações que residem a centenas e centenas de quilómetros de Saurimo. Com chuva ou sem chuva, de noite ou de dia, Cândida Maria Narciso fez questão de deixar o gabinete e deslocar-se às comunas mais longínquas da sede provincial, levando sempre o seu afecto e o apoio em meios materiais do executivo para acudir situações pontuais.
Chapas de zinco, instrumentos de trabalho como enxadas, catanas, machados, cobertores e bens essenciais marcaram sempre presença nas caravanas de visita de trabalho às comunas, onde chegava a pernoitar dois a quatro dias, numa maratona de encontros destinada a interagir com a população para traçar planos de trabalho, tarefas a executar e metas a atingir.
Rasgando o asfalto, as estradas de terra batida, ou mesmo as picadas, a governadora foi a Muriege, Chuiluage, Tambwe, a Dala, a Cazage, a Cassengue, ao Alto Chicapa e a Luma Kassai. São apenas nomes de algumas das localidades visitadas, a maior parte mais do que duas vezes e também com problemas de acesso e onde várias inaugurações de obras foram feitas, desde pontes para facilitar a circulação de pessoas e bens, novas escolas, postos de saúde, chafarizes para abastecimento de água à população, instalações para a Polícia Nacional e residências para técnicos e pessoal da administração local.
Um conjunto de desafios e acções desenvolvidas que fizeram de Cândida Maria Narciso uma governadora a todo o terreno. A Lunda-Sul pode orgulhar-se da pessoa que está à frente dos seus destinos.
    * Administração Executivo  para Área Editorial

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