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Abate de árvores preocupa autoridades

Adão Diogo|Saurimo

O abate indiscriminado de árvores para o fabrico de carvão, ampliação de espaços para edificações e outros actos que atentam contra as normas que visam garantir o equilíbrio do ambiente facilitaram a progressão de ravinas e outros fenómenos naturais na província da Lunda-Sul, sobretudo em áreas que circundam a cidade de Saurimo.

O abate indiscriminado de árvores para o fabrico de carvão, ampliação de espaços para edificações e outros actos que atentam contra as normas que visam garantir o equilíbrio do ambiente facilitaram a progressão de ravinas e outros fenómenos naturais na província da Lunda-Sul, sobretudo em áreas que circundam a cidade de Saurimo.
Na véspera do Dia Mundial da Floresta e da Árvore, assinalado a 21 de Março, o chefe de departamento do Instituto de Desenvolvimento Florestal na Lunda-Norte, Afonso Maquecha, destacou a importância de todos agirem como ambientalistas “para proteger os polígonos florestais, cuja recuperação exige a realização de campanhas regulares de plantação de árvores na província”.
O responsável do Dia Mundial da Floresta e da Árvore expressou preocupação sobre o quadro dos polígonos florestais que circundam a cidade de Saurimo, mas considera a situação controlada.
Na busca de alternativas para contrapor a acção dos ventos e ravinas, provocadas pela expansão de bairros nas periferias da cidade, destacou o levantamento e projecção do Instituto de Geodesia e Cartografia de Angola, de 10.000 hectares para plantação.
A criação, em 2011, de 11 mil plantas em viveiro, permitiu ao  promover, de Fevereiro até este Março, campanhas de sensibilização nas comunidades e grejas que culminou com a plantação de 2.000 árvores, entre eucaliptos, pinheiros e fruteiras, nas localidades de Candembe, Passa Bem, Nhama e Camahundo, todas nas periferias da cidade de Saurimo.
As acções incluem operações mecanizadas para limpar o capim e acautelar as queimadas. O Governo Provincial definiu um orçamento para a construção de escritórios, armazém e quatro naves, a fim de impulsionar o programa de viveiros que garantem stocks em plantas e regularidade das campanhas de repovoamento de polígonos florestais.

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