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Aldeias piloto oferecem dignidade e segurança

Camuanga Júlia| Saurimo

 A situação de 60 famílias de Caxita  e Muandondji,  realojadas há mais de seis meses em duas aldeias piloto construídas pelo governo em parceria com a Sociedade Mineira de Catoca, é estável.

Soba de Muandondji Herculano Txamucala Tota enlatece a iniciativa do governo local para salvaguardar a saúde da população
Fotografia: Dombele Bernardo

 
 
 A situação de 60 famílias de Caxita  e Muandondji,  realojadas há mais de seis meses em duas aldeias piloto construídas pelo governo em parceria com a Sociedade Mineira de Catoca, é estável. A ameaça à saúde dos moradores provocada por poeira saída de uma britadeira nas antigas áreas de jurisdição fica como uma simples lembrança.
O soba de Muandondji, Herculano Txamucala Tota, valoriza a iniciativa do governo pela instalação “dos serviços sociais básicos para a comunidade”. O bairro carece de sistemas de abastecimento de água e energia, mas o líder tradicional explica que “técnicos afectos à Sociedade Mineira de Catoca e do governo da província efectuaram levantamento de dados para a instalação destes serviços”.
Na localidade o cenário de higiene e ordem ressalta aos olhos do visitante. A escola regista afluência de alunos e no posto de saúde os técnicos prestam assistência à população.
A polícia recebe poucas queixas. O comandante da unidade, Morais Ernesto, destaca que as brigas por desonra aos compromissos para pagamento de dívidas e embriaguês marcam o quotidiano no relacionamento dos cidadãos.
Segundo o director provincial de Obras Públicas, Orlando Chifaco, “o desenvolvimento deste projecto foi coberto com verbas do Programa de Investimentos Públicos, que em todos os municípios permitiu edificar mercados, parques infantis, e sedes administrativas nas comunas”, entre outros empreendimentos.
 
Iluminação pública


Na sede da província o executivo investiu em projectos que melhoraram o sistema de iluminação pública nas ruas da cidade e parte dos bairros periféricos, em 2011.
A lista de bens e serviços inclui um mercado municipal com três naves, centros materno infantil com capacidade para 120 camas, e de acolhimento para menores afecto à Igreja Católica e ampliação da respectiva escola.
Na luta pela absorção dos alunos fora do sistema normal de ensino, o executivo edificou, de 2009 a 2010, 283 novas salas de aula, afectas a 158 escolas do ensino de base, do primeiro e segundo ciclos.
 
Vias secundárias e terciárias

O balanço para o período em análise inclui a reabilitação de mais de 2.150 quilómetros de estradas, secundárias e terciárias, para facilitar a circulação de pessoas e bens, do campo para as zonas urbanas e vice-versa. As ruas da sede da província e parte urbanizada das periferias ganharam novo asfalto, cenário que resgatou a dignidade no seio dos munícipes.
Para descongestionar os hospitais e facilitar o acesso à assistência sanitária o governo construiu cerca de 15 centros e postos de saúde, 87 casas, entre simples e geminadas para médicos, professores e autoridades tradicionais, reabilitou duas pontes metálicas sobre os rios Sacambundji, na comuna de Mona Quimbundo e na regedoria de Nhambaca, município de Dala.
 
Banca e outras obras
 
Na carteira de projectos em curso consta a edificação de infra-estruturas sociais a nível da província, reunificação de 20 aldeias, construção de sete salas para alfabetização, de nove postos policiais, casa municipal para velório, bloco operatório, sala de raio X no município de Cacolo e um centro materno infantil no Dala.
A rede bancária da província conta com 11 agências, afectas aos bancos de Poupança e Crédito (BPC), Fomento Angola (BFA), Internacional e Crédito (BIC), Tota, Millenium, Africano de Investimento (BAI) e Comércio e Indústria (BCI) na cidade de Saurimo e na sede municipal de Cacolo.

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