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Alegria em Lundjati porque já tem água

João Salvo e Camuanga Júlia |Txapoji

O acesso à água potável para a população de Lundjate, localidade que dista cerca de 50 quilómetros de Saurimo, atenuou em Maio, com a entrada em funcionamento de um sistema de abastecimento, inaugurado pela governadora Cândida Narciso.

Um dos tanques reservatórios próximo ao chafariz onde a comunidade testemunhou a inauguração feita pela governadora provincial
Fotografia: João Salvo

O acesso à água potável para a população de Lundjate, localidade que dista cerca de 50 quilómetros de Saurimo, atenuou em Maio, com a entrada em funcionamento de um sistema de abastecimento, inaugurado pela governadora Cândida Narciso.
O empreendimento, erguido em 45 dias pela empreiteira Mesinha e Casinda, envolveu a construção de dois tanques reservatórios: um para alimentar o carneiro hidráulico junto da nascente de um rio e outro instalado na sede, com capacidade para 45.000 litros/dia, que por sistema de gravidade fornece a água para lavandaria, chafarizes, balneários, escola, casa do soba e do professor.
No uso da palavra, a governadora Cândida Narciso reiterou que o abastecimento de água à comunidade, visa concretizar o projecto do governo, de combate à fome e pobreza. Anulou distâncias percorridas antes, permitindo “ às donas de casa cuidarem da higiene das crianças e poupando deste modo o seu tempo para frequentarem às aulas de alfabetização”, disse.
 
Satisfação da população
 
Anita Napassa, 40 anos, recebe das mãos da governadora uma bacia com água tirada no chafariz inaugurado. Enaltece os esforços do executivo na melhoria das condições de vida da população. “ Antes percorríamos cerca de três quilómetros para buscarmos a água que acarretavamos no rio Cassamba, mas agora estamos aliviados desta situação”, disse a cidadã, que apelou o governo a construir uma maternidade na aldeia para atender as mulheres grávidas e crianças.
A falta de um gerador para garantir o fornecimento de energia eléctrica, posto de saúde, ambulância para evacuar pacientes, chapas e a instalação de um posto para o Registo Civil, constam das preocupações apontadas pelo soba do bairro, Fernando Mafefe.
No sector de educação, existe apenas uma escola que dispõe de uma sala de aulas com capacidade para atender 150 alunos subdivididos em três turnos, assegurados por um professor.  Nesta sua incursão, a governante, procedeu ao lançamento da primeira pedra, para construção de uma escola com seis salas de aulas, igual número de posto de saúde com capacidade para 12 camas, três casas geminadas para o professor, enfermeiro e soba e um jango comunitário na localidade de Txapoji.
 Os empreendimentos a serem erguidos num prazo de cinco meses, a cargo da empreiteira Ginito João Armando, envolve 40 jovens que ganharam o seu primeiro emprego, dos quais 15 expatriados e 25 nacionais..
Ao reconhecer o esforço do governo, Inocêncio Mutambuleno apela a construção de mais escolas, para atenuar o sofrimento de outras crianças que vivem nas localidades que ainda “não têm o acesso a educação”.  
 O soba da circunscrição, Limaxi Viagem, disse que a implantação de infra-estruturas garante dignidade aos mais de 800 habitantes da sua comunidade e serve de incentivo para atrair os técnicos de distintos sectores para prestarem serviços à população.
“ Penso que quando terminar as obras vamos ter aqui professor e um enfermeiro para ensinar as nossas crianças e tratar os doentes”, afirmou convicto.
No termo do lançamento da pedra, Cândida Narciso realçou que a concretização de projectos cumpre com a promessa feita há cerca de um ano, durante a sua incursão às comunidades rurais, para auscultar os seus principais problemas e contribuir para a sua resolução. Acrescentou que as infra-estruturas surgem no cumprimento do programa traçado pelo governo de combate à fome e à pobreza”.

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