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Autoridades locais negam a venda de centro médico

Flávia Massua | Saurimo

A venda do centro médico público do bairro Txicumina, na cidade de Saurimno, a uma entidade privada e o acto de vandalismo ocorrido recentemente constituem meras especulações sem fundamento, afirmou ontem o director municipal da Saúde local.

Centro médico de Txicumina foi construído em 2014
Fotografia: Kamanga Júlia| Edições Novembro | Saurimo

João  Mulonga ressaltou que “são informações fomentadas por pessoas movidas de má fé, com o único objectivo de prejudicar ou pôr em causa o sistema de gestão do sector na província da Lunda-Sul”, uma vez que a degradação acentuada da infra-estrutura foi a causa da suspensão das actividades e da consequen-te transferência dos equipamentos para permitir a sua reabilitação.
João Mulonga reagiu à pu-blicação do caso em alguns órgãos de comunicação social locais, tendo por base informações colhidas de “algumas fontes não credíveis , quando a realidade assenta na degradação agravada por inoperância da maioria dos equipamentos, por conta de um curto circuito, que inviabilizou a prestação de um serviço humanizado, prestado por 40 trabalhadores do centro”.
Construído em 2014, com investimentos do Governo, no âmbito da expansão da rede sanitária na província, a sua paralisação constrange a prestação de assistência aos moradores da zona suburbana do município-sede da província, onde vivem mais de 500 mil habitantes, que representam cerca de 90 por cento de toda a população da Lunda-Sul.
A munícipe Maria de Castro, vizinha do centro médico, desconhece a ocorrência de roubo ou vandalismo e nota que o seu encerramento foi antecedido de uma comunicação feita pela direcção, no início do ano. 
Para o comandante da Polícia  de Saurimo, Alfredo Chicapa, quando o centro for reaberto os  meios  devem ser repostos, a fim de  se contrapor  as especulações sobre o   desvio para fins particulares.

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